Uma das grandes razões pelas quais as corporações existem é criar uma estrutura para captar muito dinheiro de investimentos para um negócio. Digamos que você quisesse abrir sua própria companhia aérea. Muitas pessoas não podem fazer isso, porque um avião custa milhões de dólares. Uma companhia aérea necessita de toda uma frota de aviões e outros equipamentos, além de ter que contratar muitos empregados. Quem quiser iniciar um empreendimento desse tipo irá, portanto, formar uma organização e vender ações para captar o dinheiro necessário para começar.
Essa é uma maneira fácil de juntar grandes quantidades de capital de investimento - dinheiro de investidores. Quando uma organização vende primeiro as ações ao público, faz isso através de uma oferta pública inicial. A empresa poderia vender um milhão de cotas acionárias a US$ 20 por ação para levantar US$ 20 milhões rapidamente (essa é uma simplificação: a corretora a cargo do oferta pública inicial irá cobrar sua comissão dos US$ 20 milhões, mas vamos deixar isso de lado). Então, a empresa investe os US$ 20 milhões em equipamento e empregados. Os investidores (os acionistas que compraram os US$ 20 milhões em ações) esperam que, com o equipamento e empregados, a empresa irá lucrar e pagar os dividendos.
Outra razão para a existência das corporações é limitar a responsabilidade dos proprietários. Se a empresa for processada, é ela que paga a liquidação do processo. A organização pode sair do negócio, mas isso é o pior que pode acontecer. Se você for um proprietário individual que possui um restaurante e o restaurante for processado, você é quem estará sendo processado. "Você" e "o restaurante" são a mesma coisa. Se você perder a causa, poderá perder tudo o que tem por causa do processo.