Fusões e aquisições


Foto cedida Amazon
Em "Com o Dinheiro dos Outros", Danny deVito interpreta um especulador implacável determinado a assumir o controle de uma empresa familiar
Quando duas empresas se fundem, as diretorias (ou os proprietários, se for uma empresa privada) chegam a um acordo. As empresas originais não existem mais, e uma nova empresa se forma, unindo o pessoal e os ativos das empresas fundidas. Como qualquer acordo comercial, isso pode ser simples ou incrivelmente complexo. O ponto-chave é que ambas as empresas concordam com a fusão.

Em uma aquisição, uma empresa compra outra. A empresa comprada deixa de existir, ou se torna parte da empresa compradora. O comprador detém todos os ativos, incluindo o nome da empresa, seus equipamentos, seu pessoal e até mesmo suas patentes e outras propriedades intelectuais. Porém, assim como ocorre em uma fusão, as diretorias de ambas as empresas concordam com a transação.

Uma aquisição hostil é uma aquisição na qual a empresa que está sendo comprada não deseja ser comprada, ou não deseja, em particular, ser comprada pelo comprador que está fazendo a oferta. Como alguém pode comprar alguma coisa que não está à venda? As aquisições hostis somente funcionam com empresas de capital aberto. Isto é, elas emitiram ações que podem ser compradas e vendidas nos mercados de ações públicos. Consulte Como funcionam as ações e o mercado de acionário para obter mais informações.

Uma ação consiste em uma participação de propriedade na empresa que a emitiu. Se uma empresa emitiu mil ações, e você detém 100 delas, você possui 1/10 dessa empresa. Se você detém mais de 500 ações, você possui uma maioria ou participação controladora naquela empresa. Quando a empresa toma decisões importantes, os acionistas devem votar nelas. Quanto mais ações você detém, mais votos você tem. Se você detém mais da metade das ações, sempre tem a maioria dos votos. Em muitos aspectos, você pode controlar a empresa.

Assim, uma aquisição hostil resume-se a isso: o comprador precisa obter o controle da empresa-alvo e forçá-la a concordar com a venda. Explicaremos como isso é feito na próxima seção.

Japão se torna hostil

Durante décadas, as corporações do Japão resistiram às aquisições devido a um sistema de participações cruzadas. Todas as empresas detinham ações em outras empresas, o que tornava praticamente impossível alguém obter uma participação controladora. Isso também promove um ambiente de negócios estável, já que uma economia forte beneficia a todos. Porém, batalhas econômicas levaram muitas empresas a vender suas ações de participações cruzadas para aumentar o capital ou cobrir empréstimos impagáveis. Em 2000 e 2001, o sistema de participações cruzadas começou a se desmantelar e, desde então, o Japão assistiu a um aumento de aquisições.