Quem se beneficia?

Enquanto as empresas lutam com unhas e dentes para evitar as aquisições hostis, nem sempre o motivo de sua batalha fica claro. Porque a empresa adquirente paga por ações um preço extra, os acionistas geralmente vêem benefício quando sua empresa é o alvo de uma aquisição. Por outro lado, a empresa adquirente geralmente contrai dívidas para fazer sua proposta ou paga pelas ações da empresa-alvo um valor bem acima do mercado. Isso diminui o valor do ofertante, geralmente resultando em valores de ações mais baixos para os acionistas dessa empresa.

Alguns analistas consideram que as aquisições hostis têm um efeito prejudicial genérico sobre a economia, em parte porque elas geralmente falham. Quando uma empresa assume outra, a gerência pode não compreender a tecnologia e o modelo de negócio do ambiente de trabalho da nova empresa. A dívida contraída pelas empresas adquirentes pode aumenta lentamente e a consolidação geralmente resulta em dispensa de funcionários.

Outro custo das aquisições hostis é o esforço e dinheiro que as empresas investem em suas estratégias de defesa contra aquisições. O medo constante das aquisições pode impedir o crescimento e sufocar a inovação, assim como gerar temores entre os funcionários sobre a segurança do emprego.

Finalmente, devemos mensurar os custos das fusões e aquisições considerando-se caso a caso. Algumas foram desastres financeiros, enquanto outras resultaram em empresas bem sucedidas que se tornaram mais fortes do que suas predecessoras.

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