Em sua essência, significa que, além de escrever, você cuida de tudo que uma editora cuidaria. Isso não quer dizer que você faz tudo literalmente sozinho - não vemos muitos escritores operando o prelo, por exemplo. Significa que você contribui com o necessário para ajudar a criar o livro e financia o projeto todo (com seu dinheiro ou com dinheiro emprestado).
Ou seja, auto-publicação significa que você produz e financia um pequeno empreendimento dedicado a produzir e comercializar um único produto: seu livro (ou livros, depois que você entende como funciona a coisa). Na maioria dos casos, a meta do empreendimento é ter lucro com o decorrer do tempo - criar um produto que venda bem o suficiente para cobrir os gastos de criá-lo e um pouco mais.
Esse empreendimento comercial se divide em três etapas:
Cada uma dessas etapas engloba tomar muitas medidas e decisões individuais, como veremos.
Terminei a primeira versão do manuscrito em um ano, e ele ficou guardado mais ou menos um ano. Voltei ao manuscrito e o modifiquei a pedido de um empresário que eu conhecia, Bob Cramer. Ele tinha alguns contatos no setor editorial e me incentivou a enviar o manuscrito. Concordei e começamos a trabalhar na lista de contatos. Tivemos repostas positivas, mas nenhuma aceitação para publicação. Assim, continuei guardando o manuscrito. A cada dois ou três anos, eu o enviava novamente e era sempre rejeitado. Na verdade, comecei a forrar as paredes de meu escritório com as rejeições... Percebi que se eu não tivesse um nome famoso, ou contatos muito bons no setor editorial, nada ia acontecer para mim, ainda que o título "Keeping the Baby Alive Till Your Wife Gets Home" (Mantendo seu bebê vivo até sua esposa chegar em casa) fosse interessante em minha opinião, e bastante singular... A crítica que eu sempre recebia sobre o manuscrito era de que os envolvidos no setor editorial não o consideravam um livro de cuidados infantis, um livro vendável. Eles diziam: "É bem humorado, apresenta fatos e é mais ou menos um híbrido; por isso, não temos como classificá-lo em uma livraria e não vamos arriscar". Decidi que talvez valesse a pena tentar publicá-lo sozinho, porque eu sabia que era capaz de formatar o livro em meu computador e enviá-lo a uma grande gráfica capaz de imprimi-lo. Além disso, constatei que não era muito oneroso publicar livros-padrão, do tipo brochura - é provavelmente muito mais barato do que a maioria das pessoas imagina". |