Os bancos são como qualquer outra empresa. A única diferença é que seu produto é o dinheiro. As outras empresas vendem bens ou serviços; os bancos vendem dinheiro - na forma de empréstimos, certificados de depósito (CDs) e outros produtos financeiros. Eles ganham dinheiro com os juros que cobram sobre os empréstimos, pois esses juros são maiores que os juros que eles pagam sobre as contas dos depositantes.
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A taxa de juros que um banco cobra de seus mutuários depende do número de pessoas que querem fazer empréstimo e da quantia que o banco tem disponível para emprestar. Como mencionamos na seção anterior, o valor disponível para emprestar também depende da exigência de reserva definida pelo Conselho do Federal Reserve. Ao mesmo tempo, ele também pode ser afetado pela taxa de fundos, que é a taxa de juros que os bancos cobram uns dos outros nos empréstimos de curto prazo para atender suas exigências de reserva. Confira Como funciona o Federal Reserve para saber mais como esta instituição influencia a economia. No caso do Brasil, é o Copom (Conselho de Política Monetária) do Banco Central que estabelece a taxa selic, que serve de base para todos os juros do mercado.
O empréstimo de dinheiro também é uma atividade bastante arriscada. Um banco nunca sabe se terá o dinheiro de volta. Portanto, quanto maior o risco do empréstimo, maior a taxa de juros que o banco cobra. Embora o pagamento de juros possa não parecer uma grande movimentação financeira, é um preço pequeno a pagar por usar o dinheiro de outra pessoa. Imagine ter de economizar todo o dinheiro que você precisaria para comprar uma casa. Não conseguiríamos comprar antes de nos aposentarmos!
Os bancos também cobram taxas por serviços como emissão de cheques, acesso a caixas eletrônicos e saque a descoberto. Os empréstimos também possuem seu próprio conjunto de taxas que os acompanha. Outra fonte de renda para os bancos são os investimentos e valores mobiliários.