Como investir na bolsa

Os especialistas são quase unânimes nessa dica: investir em ações é uma poupança para o médio e longo prazo. No economês - a língua dos economistas - , médio prazo é entre três e cinco anos; longo prazo é dez anos ou mais. Mas por que é melhor para esses prazos?
Primeiro, é só ver a evolução do índice Bovespa nos últimos anos, conforme a tabela, para perceber. Quanto mais tempo, mais rendimento.

Veja um histórico das variações do iBovespa de 1988 a 2006, clicando aqui



Além disso, a bolsa apresenta riscos e oscilações das mais variadas. E se você precisar do dinheiro que investiu em ações poucos meses depois, pode correr o risco de ficar com menos do que depositou ou ter um rendimento menor que em outros investimentos.
Além disso, o dinheiro aplicado em ações recebe dividendos, que são a divisão do lucro da empresa. Esses dividendos são pagos aos acionistas de tempos em tempos. E a freqüência varia de empresa para empresa. Há quem pague anualmente, outras, semestralmente e quem atualize os dividendos por trimestre.


Mas você deve estar se perguntando. E como é que eu faço para comprar uma ação? Tenho que ir lá na Bovespa? Bom, em primeiro lugar, ninguém compra uma ação na boca do caixa. Para poder investir na bolsa, é preciso escolher uma das corretoras filiadas à Bovespa. Seus contatos estão disponíveis no site da instituição. Ao escolher uma corretora, você terá informações das mais variadas sobre o mercado. Essas empresas têm analistas próprios que poderão te dar dicas importantes de como, quando e onde investir. É importante, no entanto, saber quais as taxas que são cobradas pela corretora. Sendo um pequeno investidor, é importante negociar com a corretora. O comum é a corretora cobrar taxas por cada operação de compra e venda.


Mas quanto vale uma ação? Essa pergunta vai variar muito. Uma ação pode valer R$ 35 ou R$ 150. Acontece que é muito raro, uma pessoa comprar só uma ação. Primeiro, porque elas normalmente são negociadas em lotes de 100 papéis. Aí entra novamente a corretora para ajudar o pequeno investidor. Nem sempre, o pequeno investidor tem dinheiro para comprar 100 ações. Assim, a corretora pode oferecer parte desse lote, por exemplo, 25 ações para você investir e ainda mesclar com mais 25 ações de outra empresa para amenizar os riscos. Aliás, essa é outra dica comum dos especialistas: pulverizar os investimentos para minimizar os riscos.


Além disso, a Bovespa tem outras opções para quem deseja investir não só pela cabeça dos corretores, mas por si próprio.

 

Formas da pessoa física investir na bolsa

Clube de investimento

Outra opção para o pequeno investidor é o clube de investimento. Trata-se da reunião de um grupo de, no mínimo, três pessoas interessadas em investir em ações, mas com capital reduzido. O clube pode ser feito com seus familiares, colegas de trabalho, amigos etc. A corretora continua sendo sua intermediária, mas o clube de investidor deve ter um ou mais administrador. Essa pessoa vai assumir as decisões de como, quando e onde aplicar os recursos coletivos.


Movimentação online

Se você quiser se aventurar a aplicar por sua conta e risco, controlando todos os passos do seu dinheiro, e assumindo as responsabilidades sobre isso, a Bovespa dá a oportunidade de você comprar e vender ações online, assim como outras bolsas internacionais já fazem. Para isso é necessário, mais uma vez, procurar uma corretora que vai cadastrá-lo no sistema homebroker, o sistema brasileiro de venda e compra de ações. Para conhecer um pouco como ele
funciona, clique no site.


Pop

É um produto novo lançado pela Bolsa que é interessante para quem começa a investir no mercado de ações. É uma aplicação para o mercado de opções na qual é possível definir uma parcela do investimento a ser protegida. Assim, depois do prazo determinado pelo investidor (seis meses por exemplo), ele poderá resgatar o valor protegido e o lucro sobre essa ação, se houver. No caso de queda no valor das ações, o investidor receberá apenas a porcentagem que foi protegida. A proteção varia entre 70% a 80%. Para entender melhor
o produto, clique aqui.

 




Eu só vou ganhar ?

Voltando às dicas dos especialistas que dão conselhos aos pequenos investidores, é importante saber: quanto maior a rentabilidade e liquidez, maior o risco. Assim, um investimento que pode render de 97% em apenas um ano, corre o risco de cair -35% em outro. Faz parte do jogo.

Mas você, pequeno investidor, não deve se assustar muito com essas oscilações. A Bovespa tem mecanismos de segurança para evitar uma catástrofe como o famoso crash da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Assim, se o índice Bovespa cair 10% durante um pregão, existe o circuit break. É um sistema que pára as negociações automaticamente durante meia hora. Se depois da parada, o índice continuar a cair e chegar a 15%, haverá um novo break, agora de uma hora. Mas os velhos investidores da Bovespa não lembram de um dia em que o circuit break foi usado.


Assim como há a proteção para baixo, há também o inverso. Se uma ação receber uma oferta 3% maior que o valor dela na última operação, o sistema entende que pode haver manipulação de preço pelos especuladores e acaba abrindo para leilão as ações com o valor mínimo negociado anteriormente.