Novos números

Com as mudanças na metodologia do cálculo, a maior parte do PIB brasileiro dos últimos anos cresceu. Para se ter uma idéia, em 2005, pelos novos dados, o Brasil incorporou o PIB equivalente ao de Portugal, aumentando em torno de US$ 100 bilhões.

A tabela abaixo mostra como mudou o índice de crescimento do PIB brasileiro

Ano

Pelos parâmetros de 1985

Pelos parâmetros de 2007

1996

2,7%

2,2%

1997

3,3%

3,4%

1998

0,1%

0,1%

1999

0,8%

0,3%

2000

4,4%

4,3%

2001

1,3%

1,3%

2002

1,9%

2,7%

2003

0,5%

1,1%

2004

4,9%

5,7%

2005

2,3%

2,9%

2006

2,9%

3,7%



O novo PIB aparentemente fez a carga tributária brasileira cair. Proporcionalmente ao PIB, os impostos caíram. Em 2002, por exemplo, a série antiga mostrava a carga tributária de 34,9%. Pela série nova, está em 32,3%.

A dívida pública também diminuiu com o novo cálculo. Em 2005, pela série antiga, ela ficava em 46,5% . Pelo novo método, ficou em 41,5% do PIB.


Crédito: Agência Sebrae

Se de um lado, a redução no endividamento melhora a percepção de risco de investidores. Do outro, a diminuição da carga tributária em relação ao novo PIB enfraquece o discurso pela diminuição dos impostos no Brasil.

De qualquer modo, a nova metodologia aponta uma revisão para baixo da taxa de investimento do País. Em 2005, ela ficou em 16,3% do PIB, pela metodologia antiga, era de 19,9%. Mas isto não significa que ela vai mal.

­PIB de 2007
O consumo interno e os investimentos em produção puxaram um crescimento do PIB de 2007, já calculado pela nova metodologia. O índice cresceu 5,4%, o segundo maior crescimento desde 1996, perdendo apenas para o crescimento de 2004 (5,7%).

Como pode se ver, o PIB ajuda no diagnóstico econômico de um país de várias formas.