Uma das formas de compra da casa própria que mais tem crescido no Brasil é o financiamento bancário. Várias instituições têm facilitado os trâmites para que a maioria consiga, seja por meio dos bancos propriamente ditos, seja pelas imobiliárias. De qualquer modo, é interessante você dar entrada no processo de financiamento durante o tempo que procura o imóvel, afinal, há um período de tempo que você vai gastar para ajuntar a documentação necessária para aprovar o crédito e conseqüentemente liberar a quantia a ser financiada. A principal vantagem do financiamento é que tira o peso do aluguel e já pode morar no seu imóvel.
Todo financiamento exige um montante mínimo para dar de entrada no imóvel, que varia entre 20% a 30% do valor da casa que vai ser comprada. Os prazos para os financiamentos variam de 5 a 30 anos. Os juros e taxas administrativas mudam de banco para banco. O valor do imóvel é determinante para a variação da taxa de juros. Os imóveis voltados para o consumidor de baixa renda têm uma taxa de juros menor (cerca de 8% ao ano). O valor máximo destes imóveis fica entre R$ 80 mil a R$ 130 mil, dependendo da instituição. Os imóveis voltados para a classe média têm taxas de juros maiores (12% ao ano). É bom lembrar que, além dos juros, os bancos têm vários outros tipos de encargos como seguro e taxas administrativas e a prestação pode chegar a um custo de 18% ao ano.
Quem deseja um imóvel acima de R$ 300 mil, os bancos usam a carteira hipotecária como seguro contra o calote. É um instrumento legal, criado em 1954, mas acaba aumentando os juros, geralmente, passando para 16% ao ano.
Há pelo menos três tipos básicos de cálculo da prestação: SAC, Prise e Prestação Fixa. SAC - sigla para Sistema de Amortização Constante. Nesse sistema, o comprador começa com prestações altas que vão diminuindo ao longo dos anos, podendo chegar no final do financiamento pela metade do valor. Essa prestação tem juros de 12% ao ano, mais reajuste da TR (Taxa Referencial), que em 2006 no Brasil foi de cerca 2% ao ano, e a correção monetária que é de um pouco mais 0,1% ao mês.
|
Quanto menos tempo, melhor
Um dica importante para quem vai financiar um imóvel é que, quanto menos tempo você ficar pagando o financiamento, menos dinheiro você vai desembolsar no final da compra. As prestações podem ser aparentemente mais altas, mas o benefício é maior.
A partir de simulações feitas em sites de bancos, por meio da modalidade prestações fixas, é possível confirmar essa equação.
Um financiamento de 180 meses, ou 15 anos, tem uma prestação de 1,6% do valor do empréstimo, mas no final você estará pagando 190% além do valor financiado. Se você optar por um financiamento de 60 meses, ou 5 anos, a prestação fica maior ( 2,5% do valor financiado), mas, no final, você terá pago 50% além do valor financiado.
Financiamento da casa própria por empréstimo bancário Entrada - entre 20% e 30% do valor do imóvel. Prestações - não podem ultrapassar 30% da renda familiar. Há três modelos de amortização da dívida (SAC, Price e Prestações Fixas). Prós e contras Vantagem - sai do aluguel direto para a casa própria. As opções de diminuição de prestações gradual. A possibilidade, por exemplo, de comprar a casa que está morando, direto com o proprietário. |
Cuidados a serem tomados nesse tipo de negócio