Imóvel na planta ou construindo

Outra possibilidade de compra é o imóvel na planta ou sendo construído. Esta é uma opção tanto para quem quer morar em um condomínio de casas como para quem quer um apartamento novo. Quem aceita este tipo de financiamento, sabe que não vai mudar agora. Quando se compra na planta, a previsão mais comum para receber as chaves e abrir as portas do novo lar é entre dois ou três anos. Quando se compra em construção, vai depender do andamento da obra. Nessa hora, preste atenção se a maioria dos imóveis já está vendida. Se a resposta for positiva, é sinal de que a obra já está paga e não tem risco de parar.

Outro perigo desse tipo de imóvel é que o preço estipulado pela construtora como do valor do imóvel pode acabar sendo maior que o praticado pelo mercado, fique atento.

Há algumas facilidades para quem compra um imóvel desses. Há prazos estendidos para se dar a entrada até receber o imóvel. Mas quem paga aluguel deverá arcar com duas despesas salgadas. Como no caso do financiamento dos bancos, este tipo de crédito exige que as prestações não ultrapassem os 30% do rendimento mensal da família.

Quanto mais longe o final da obra, mais facilitada a entrada e, muitas construturas dão descontos substanciais para quem opta por comprar na planta. Normalmente, até a entrega das chaves, você já financiou entre 20% a 45% do valor do imóvel, dependendo do tipo de empreendimento. É um ótimo negócio para quem consegue acumular alguns ganhos extras durante o ano.

As prestações desses empreendimentos constumam ser baseados na tabela Price, mas muitos corretores dão a opção de utilizar outros tipos de financiamentos bancários.

Financiamento da casa própria para projetos na planta ou em construção

Entrada - não é preciso dar um percentual muito alto no começo do empreendimento. A primeira, por exemplo, pode ser de 1,6% do valor estimado do imóvel. Você pode programar os depósitos até a entrega da obra. Quando entre 20% e 45% da obra estão pagas, entra o financiamento bancário. Obras de pequeno valor costumam oferecer os prazos mais longos, de até vinte anos.

Prestações - não podem ultrapassar 30% da renda familiar. A maioria começa a pagar mensalmente depois da entrega das chaves.

Juros - variam de acordo com o valor do imóvel. Exemplos: 6,5% a 8% ao ano para casas de R$ 80 mil a R$ 120 mil, dependendo do banco. Entre 12% ao ano, para casas acima desse valor.

Outros encargos - os encargos financeiros e administrativos podem chegar a 6% ao ano. 

Prazo de financiamento - de 5 a 20 anos.

Amortização - o devedor tem o direito de amortizar a dívida quando quiser. O mais aconselhável é economizar uma boa quantia para fazer. Pode-se abater diminuindo o prazo ou diminuindo do valor da prestação.

Burocracia - é uma das menores, já que você está investindo com a construtora, mas é preciso comprovação de renda. Os custos de escritura e imposto para conseguir legalizar a propriedade em seu nome é de cerca de 4,5%. 

Gastos extras - estão na escritura e nas taxas administrativas.


Prós e contras

Vantagem - são sempre prédios novos e com condomínio inicial baixo. Podem ser também um investimento mais duradouro. Opção de aumentar ou diminuir cômodos de acordo com a sua preferência, durante a construção.

Desvantagem - você precisa de um dinheiro extra se também paga aluguel. Demora para receber o imóvel.

 

Tome cuidado

  • Pesquise sobre a construtora. O Brasil teve vários escândalos com construtoras nas últimas décadas.
  • Os encargos do financiamento devem ser analisados. Compare. Há sites que ajudam você a perceber as vantagens e desvantagens.
  • Visite outros empreendimentos da mesma construtora.
  • Algumas construtoras podem atrasar a entrega da obra, pesquise. Se isso ocorrer, exija seus direitos. Fique atento ao seu contrato para ver se ele prevê alguma solução para atrasos ou mesmo a não entrega da obra.
  • No contrato, exija a planta do imóvel, a relação do material a ser usado na construção e um memorial descritivo da obra. Só assim, você poderá cobrar pelo que não foi feito anteriormente.