Negócio esperto

Do ponto de vista do penhorista, uma casa de penhores é simplesmente um negócio. De acordo com Ausley, a idéia é "emprestar cerca de um terço do que eu acho que poderia ganhar se vendesse o objeto". Se um objeto custa US$ 100 quando é novo e o penhorista acha que pode vendê-lo usado por US$ 60, o empréstimo feito seria de US$ 20. O recibo de penhor desse objeto pediria US$ 24,40 (2% de juros mais 20% de outras taxas) em 30 dias.

Parte importante de ser um penhorista é ter um sexto sentido em relação a quanto as coisas valem novas e usadas. "Quando você está começando, há livros que podem ajudá-lo, mas esses livros não são bons", diz Ausley. Como penhorista experiente, Ausley se informa sobre preços andando por lojas, olhando catálogos e conversando com outros penhoristas. A verdadeira experiência está na compra e venda diária de objetos. Ele está nesse ramo há 15 anos.


Quando surgiram, no começo dos anos 80, os videocassetes eram bem caros,  mas hoje você comprar um usado por menos de US$ 40


Antes de gastar seu dinheiro em uma guitarra Fender nova, verifique a área de instrumentos musicais de uma boa casa de penhores

Eletrônicos são um problema especial. Os preços de produtos novos estão caindo a cada dia, o que significa que o preço dos usados também está caindo. Quando a economia está em baixa, muitas pessoas penhoram objetos e poucas compram. Isso ajuda a explicar, até certo ponto, as altas taxas. O penhorista tem que entregar dinheiro de verdade quando faz um empréstimo, mas tem apenas produtos usados para vender se o empréstimo não for pago. E mercadorias usadas não são uma boa opção quando se trata de investimentos.

"O cliente ideal é aquele que vem e paga as taxas a cada 30 dias ou que recupera seu objeto depois de um mês e coloca novamente no penhor, se necessário", diz Ausley.