Procure conhecer um pouco do funcionamento do motor
Por uma questão de economia, você deveria saber um pouco a respeito do que está acontecendo sob o capô. Embora complexos e computadorizados, os princípios de operação dos motores não mudaram muito com o passar dos anos como muitos imaginam. Ainda que você não execute o serviço, um pouco de conhecimento pode servir ao se comunicar com o mecânico e certificar-se que a manutenção planejada está sendo feita.
Leia a respeito de seu carro
Não estamos falando de manuais com instruções sobre como substituir um câmbio. E, afinal de contas, os veículos modernos não oferecem muitas oportunidades para você mesmo efetuar reparos.
Existem muitos livros, folhetos e vídeos que podem ajudá-lo a obter informações básicas sobre o funcionamento do seu carro. Todavia, examine estes materiais antes de comprá-los e certifique-se que são indicados para o seu nível e estão atualizados com os sistemas do seu carro.
Não negligencie o manual reparação da fábrica para relativo ao seu carro. Embora tenham sido feitos para os mecânicos da rede autorizada, eles contêm informações úteis para que você mesmo realize serviços simples.
Verifique e troque o óleo regularmente
A manutenção dos níveis corretos e a troca regular de óleo irão manter o motor saudável e operando com a máxima eficiência. Isto também resulta a consumir menos.
Confira o nível semanalmente. O óleo só deve ser verificado com o motor desligado. O melhor momento para obter uma leitura precisa é quando o motor está frio e o óleo todo estiver depositado no cárter – e não espalhado pelas passagens de óleo do motor.
Sempre use óleo com a viscosidade correta, conforme indicado no manual do proprietário. A viscosidade é descrita como 5W30 ou 10W40, por exemplo, e é uma medida da capacidade da sua composição para executar seu trabalho dentro de uma faixa específica de condições e temperaturas.
Usar a viscosidade incorreta pode fazer aumentar o consumo de combustível em até 2%. Qualquer óleo com a certificação do American Petroleum Institute (API - Associação Americana de Petróleo) é apropriado. O API também acompanha os aditivos redutores de atrito e outorga o termo "conservação de energia" como símbolo de desempenho dos óleos de motor que atingem este padrão.
Alguns óleos sintéticos são anunciados como produtos que promovem a economia de combustível, embora a vantagem seja geralmente insignificante comparada com a simples troca regular de óleo e filtro. Alguns testes mostraram que o óleo sintético pode resultar em uma ligeira redução de consumo, embora seu objetivo principal seja o uso em motores de alta performance como parte de um pacote total de desempenho. O óleo sintético é bem mais caro que o óleo normal.
Trocar o óleo e o filtro de óleo a cada 5 mil quilômetros tem se tornado uma tendência. Não faz mal nenhum seguir esse plano, embora todo manual do proprietário explique que isso não é necessário. A maioria dos fabricantes especifica a troca a cada 15 mil quilômetros ou às vezes mais. Eles construíram o motor e sabem o que é preciso para mantê-lo em ótima condição.
Alguns veículos possuem um monitor de óleo que avisa quando uma troca é necessária através de uma luz no painel. Ele acompanha a maneira como o carro é conduzido durante as trocas de óleo e recomenda quando o óleo deve ser trocado.
Se a tabela de troca de óleo for indicada pelo fabricante no manual do proprietário ou anunciada por uma luz no painel, recomendamos que você a siga.
Troque o filtro de ar
Alguns especialistas dizem para não se esperar uma grande redução do consumo de combustível mantendo sempre um filtro novo no motor; outros dizem que um filtro saturado pode fazer o carro gastar 10% mais combustível.
Em todo caso, a troca do filtro de ar é uma tarefa simples que você mesmo pode executar e um filtro com bom funcionamento é essencial para manter o motor limpo por dentro. Um filtro de ar entupido ou muito sujo pode reduz o fornecimento de ar para o motor e isso sem dúvida prejudica o desempenho e a e o funcionamento econômicos do motor.
Cuide do sistema de arrefecimento
Um motor que funciona muito quente ou muito frio pode desperdiçar de 10 a 15% do combustível que você coloca no tanque. A temperatura de operação do motor é regulada principalmente pelo líquido de arrefecimento e o pelo termostato.
O líquido de arrefecimento é uma mistura de anticongelante e água que ajuda a manter o motor na temperatura apropriada, tanto em temperaturas frias como quentes. A mistura correta do líquido é de 50% de anticongelante e 50% de água. O nível deveria ser mantido como indicado no reservatório e o líquido deve ser mantido limpo.
Um termostato com defeito poderia travar em posição aberta, o que aumenta o tempo de aquecimento e baixa a temperatura de operação, causando aumento de consumo. Ele poderia também travar em posição fechada, o que levaria o motor a superaquecer. Use o termômetro do líquido de arrefecimento como referência. Mesmo que seu carro não tenha termômetro (somente uma luz no painel), uma maneira de descobrir se o termostato está com problemas é prestar atenção ao aquecedor do seu carro. Se não estiver fornecendo ar quente em cinco minutos, mesmo em temperaturas muito baixas, verifique o termostato.
Verifique a tensão das correias
As correias que acionam o ar condicionado, bomba de água e direção hidráulica devem estar com tensão suficiente para não patinarem, mas também não tão apertadas a ponto de prender. Uma regra sugere que as correias precisam ter 12 mm de folga, mas alguns motores modernos são mais delicados. Suas correias precisam ser conferidas seguindo exatamente as instruções do manual, talvez usando um instrumento de medição para obter a tensão precisa. Em todo caso, não esqueça de desligar o motor (e colocar a chave no seu bolso) antes de aproximar a mão de uma correia.
Inspecione a bateria
As baterias costumavam exigir trocas de água periodicamente, mas a maioria das baterias de hoje dispensa manutenção. Você também precisa verificar os cabos dos terminais para localizar corrosão ou sujeira. Isso pode fazer a diferença entre fazer o motor dar a partida rapidamente e desperdiçar gasolina enquanto gira muito devagar.
Considere um aquecedor de bloco de motor
Muitos carros possuem uma tomada visível na grade do motor. Uma vez conectado a uma mangueira normal, ele mantém o bloco do motor aquecido durante toda a noite. O motor não apenas gira mais livremente pela manhã como também aquece mais rápido e desperdiça menos combustível durante aquele período. Mas em países como o Brasil isso nunca será de fato necessário.
Atenção com os freios
Procure notar sintomas suspeitos. Freios prendendo não são apenas perigosos; podem também aumentar o consumo de gasolina a cada volta da rodas. É melhor que a manutenção dos freios seja feita por um mecânico experiente. Entretanto, se você se sentir confortável levantando um canto do seu carro com o macaco como se estivesse trocando um pneu, gire a roda para ver se há algo prendendo. Se houver, fale com seu mecânico. E assegure-se que o freio de estacionamento não está puxado quando você movimentar o carro.
Mantenha o alinhamento das rodas e o balanceamento dos pneus
Para essa verificação é necessário equipamento profissional. Uma dianteira desalinhada ou uma roda desbalanceada pode fazer o consumo aumentar bastante. Se o carro está puxando para um lado é bem possível que precise de alinhamento. Vibrações a várias velocidades na estrada sugerem a necessidade de um balanceamento. Uma roda desbalanceada também faz consomir mais gasolina, porque força um pouco o motor.
Não acredite em truques
Se realmente existisse um dispositivo a ser adicionado ao motor que o fizesse rodar 40 quilômetros com 1 litro, estaria na primeira página dos jornais.
Truques que prometem aumentar a quilometragem da gasolina, um fluido ou um aparelho de algum tipo, aparecem sempre que o abastecimento de combustível ou o preço da gasolina vira caso. Eles tendem a ter uma impressionante semelhança com as "curas milagrosas" dos médicos charlatães.
A EPA avaliou mais de 100 "dispositivos maravilhosos" ao longo dos anos. Uma meia dúzia deles produziu uma "redução estatisticamente significativa do consumo de combustível" e uns poucos o fizeram mas à custa do aumento dos níveis de emissão de gases.
Lembre-se da velha máxima da economia de dinheiro: se parece bom demais para ser verdade, então é.
Desconfie especialmente de promessas extravagantes de fenomenal baixo consumo, mais potência, desempenho renovado e emissões reduzidas – muitas vezes tudo ao mesmo tempo.
Além dos questionáveis aditivos de óleo e combustível que prometem redução milagrosa de consumo, muitos outros aditivos são produzidos por empresas de renome e vendidos em lojas de autopeças. Eles são úteis? Depende para quem você pergunta.
Alguns especialistas ficam completamente longe dos químicos. Outros admitem que ocasionalmente uma lata de limpador de injetor de combustível no tanque poderia ajudar a manter os bicos injetores limpos. Aditivos de gasolina também podem absorver a água que veio com o último abastecimento. Todavia, nenhum dos resultados tem efeito direto no consumo. Basicamente, um carro abastecido com gasolina e óleo de qualidade não deveria necessitar de qualquer aditivo para mantê-lo funcionando bem.
Deve ser lembrado que nos EUA e na maioria dos países de vanguarda toda gasolina contém aditivos detergentes-dispersantes, ao passo que no Brasil existe gasolina comum e gasolina comum aditivada (a gasolina premium e a Podium são aditivadas). Deve ser preferencialmente usada gasolina aditivada para manter o sistema de alimentação e os injetores limpos. Afinal, é apenas o que o motorista faz nos outros países.
O álcool vendido nos postos brasileiros não precisa ser aditivado, dadas as suas características peculiares de combustível com muito pouco carbono.
Um planejamento correto do trajeto pode ajudá-lo a usar menos gasolina e a economizar algum dinheiro. Na próxima seção, aprenda sobre o planejamento da viagem para aproveitar o combustível.