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A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) foi uma das mais controversas e polêmicas mordidas do governo no bolso do contribuinte brasileiro.
Desde sua criação, imposta pelo governo federal no ano de 1996, como o próprio nome sinaliza, a CPMF tinha data para acabar: início de 1997. Mas acabou? Não, foi prorrogada durante 11 anos, até finalmente ser extinta em 1º de janeiro de 2008.
Depois de 11 meses de negociações para estender a cobrança da CPMF até 2011, o governo Lula acabou derrotado em primeiro turno no Senado Federal. Foi o fim da contribuição provisória - e o início de um rombo no caixa do governo estimado em R$ 40 bilhões anuais.
A CPMF era utilizada pela Receita Federal como uma ferramenta para vigiar a movimentação financeira de contribuintes. A Receita, portanto, perdeu sua ferramenta. Para resolver o problema, o governo acabou criando uma nova regra para fiscalização das contas correntes em bancos. À partir de 1º de janeiro de 2008, os bancos serão obrigados a repassar à Receita Federal os dados de todas as pessoas físicas que movimentam mais de R$ 5.000 por semestre em conta corrente ou poupança. Serão listados os contribuintes com movimentação média de R$ 833 por mês. As empresas que movimentarem mais de R$ 10 mil a cada seis meses, ou R$ 1.666 em média por mês, também serão alvo da fiscalização. |