Veja, no quadro abaixo, o longo caminho percorrido pela CPMF, da sua criação até a sua derrocada:
| Data | Fato | Destinação | Alíquota |
| 1993 | Criação do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). A cobrança da IPMF findou-se em dezembro de 1994 | Aumento da arrecadação do Estado face à crise financeira em que se encontrava o País | 0,25% |
| 1996 | Aprovação da Emenda Constitucional que criou a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que passou a vigorar no início de 1997 e nunca mais foi revogada. | Investimentos na área de saúde | 0,20% |
| 1999 | Prorrogação por 36 meses da cobrança da CPMF com aumento de alíquota e ampliação da destinação. | Investimentos na área de saúde e despesas de custeio da previdência social | 0,38% nos primeiros 12 meses e 0,30% no período restante |
| 2001 | Elevação da alíquota da CPMF em 0,08%, verba destinada ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. Foi previsto ainda que a alíquota deveria ser reduzida para apenas 0,08% em 2004. |
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0,38% |
| 2004 | Ao contrário do prometido em 2001, houve a reinstituição da CPMF com alíquota de 0,38% até dezembro de 2007. |
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0,38% |
| 2007 | A CPMF encontra seu fim. Após 11 meses de dura negociação, o governo perde a votação que extenderia a cobrança da contribuição até 2011. | --- | --- |
Mas será que todo o dinheiro arrecadado pela CPMF foi aplicado efetivamente na saúde pública, na seguridade social e no combate à fome? A resposta é não.
O desvio de parte dos recursos da CPMF ocorre devido à Desvinculação de Receitas da União, a chamada DRU. Trata-se de um mecanismo que permite ao governo realocar 20% do Orçamento (com exceção do Fundo de Combate à Pobreza), conforme sua conveniência.
Da sua instituição até o final de 2006, a CPMF arrecadou R$ 185,9 bilhões. Deste total, estima-se que R$ 33,5 bilhões deixaram de ser aplicados em políticas sociais, segundo levantamento do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco). Críticos sugerem-se, ainda, que parte deste dinheiro tenha sido utilizado pelo Tesouro Nacional para alcançar as metas de superávit primário.