Algumas empresas têm políticas de indenização por escrito, enquanto outras propõem um pacote diferente para cada indivíduo. Um pacote de indenização pode representar o valor do salário de um ano ou muito menos, mas quase tudo o que é recebido como parte de uma indenização é tributado.
Um funcionário pode continuar a receber um salário ou obter uma quantia total em seu pacote de indenização. Uma quantia total é exatamente o que parecer ser: você obtém todo o dinheiro estabelecido no seu pacote de indenização em um único pagamento. Essa opção tem vantagens-chave, incluindo o corte radical com o seu empregador: não há necessidade de um relacionamento continuado porque você recebe todo o seu dinheiro. Porém, outros benefícios de um funcionário, como o seguro-saúde, terminam assim que ele recebe a quantia total.
Continuação de salário significa que o funcionário demitido permanece na folha de pagamento e recebe o salário como se ainda fosse um funcionário. Segundo o acordo, a continuação de salário pode durar por um período determinado ou até que o ex-funcionário encontre um novo emprego. O ex-funcionário também mantém os benefícios com a continuação do salário, novamente porque ele ainda está na folha de pagamento e é tratado sob muitos aspectos como um funcionário (embora alguém que não apareça para trabalhar). Um método similar à continuação do salário, mas que apresenta claras desvantagens, é o de pagamentos periódicos, no qual o funcionário demitido recebe vários pagamentos iguais durante um período. O ex-funcionário não permanece oficialmente na folha de pagamento da empresa, o que significa que há menos fiscalização, potencialmente nenhum registro financeiro e incerteza sobre quantos pagamentos perdidos podem ser solicitados ou recuperados.
Se oferecerem a você uma escolha entre uma quantia total, continuação de salário ou pagamentos periódicos, pense na quantidade de dinheiro oferecida comparada com as suas necessidades e quanto tempo levará para você conseguir um novo emprego.
Pacotes generosos de demissão
Também chamado de "pára-quedas dourado", "aperto de mãos dourado" ou pagamentos de mudança de controle, um pacote de indenização generosa é uma grande soma de dinheiro ou uma combinação de dinheiro, opções de compra de ações, contratos de consultoria e outros benefícios, que é paga a um ou mais executivos no caso de uma aquisição ou mudança do(s) proprietário(s) de uma empresa. A prática se tornou popular na década de 1980, e atualmente os acordos de pára-quedas dourado ocorrem em quase 80% das empresas no S&P 500. Inicialmente, o pacote destinava-se a garantir uma compensação a um executivo caso ele fosse demitido após uma fusão ou aquisição. Hoje, alguns CEOs obtêm grandes pacotes de pagamento em fusões e ainda continuam no controle da nova empresa. Um exemplo disso é o do ex-CEO da Gillette, James Kilts, que recebeu um pacote de pagamento de US$165 milhões após orquestrar a venda da Gillette para a Procter & Gamble, em 2005. Ele foi particularmente criticado pelos membros da mídia de Boston, base da Gillette, que alegaram que ele obteve benefícios financeiros às custas dos acionistas e dos 6 mil empregos extintos com a fusão.
Alguns executivos também recebem pacotes de indenização do tipo aperto de mãos dourado quando eles se demitem. Em janeiro de 2007, o CEO da Home Depot, Bob Nardelli, se demitiu e recebeu um pacote de indenização no valor de quase US$210 milhões. Porém, outros executivos recusaram oportunidades de receber pagamentos volumosos sob a alegação de que suas compensações regulares são suficientes e que os executivos devem estar à altura do desempenho da empresa e alinhados com os interesses dos acionistas.
Pagamentos de indenizações 2,99 vezes acima da compensação anual média de um executivo estão sujeitas a uma tributação de 20%, mas regulamentação e fiscalização governamentais mais severas podem ocorrer no futuro. Alguns grupos de acionistas começaram um trabalho de lobby para permitir a eles maior poder de decisão sobre as compensações dos executivos, e muitas empresas estão respondendo, geralmente permitindo que seus acionistas submetam resoluções não-vinculantes sobre o pagamento dos executivos.
![]() O pára-quedas dourado, pacotes de indenizações extremamente volumosos, que muito executivos afastados receberam ultimamente geraram críticas. |
Referências
Ainda que cartas de referência possam ser uma das últimas coisas nas quais você possa pensar ao ser demitido, na verdade, esse é o melhor momento para considerá-las. É claro que obter uma carta de referência pode depender das circunstâncias da sua demissão, mas não relacionar um ex-empregador como uma referência será considerado um mau sinal pelos potenciais empregadores. Se você não se sentir satisfeito com uma carta de referência, você pode tentar discuti-la com quem a redigiu.
Você também pode solicitar uma carta de serviço explicando os motivos da sua demissão. Uma carta de serviço é exigida por lei na Califórnia, Maine, Minnesota, Missouri, Montana, Nebraska, Nevada, Oklahoma e Washington. Se não for possível obter uma carta de serviço, pergunte ao seu supervisor o motivo de sua demissão e anote-o. Inclua a data, hora, local e quaisquer testemunhas. Leia a carta para o seu supervisor e peça a ele para confirmar seu conteúdo.