Bens de consumo

As formas e funções do dinheiro mudaram várias vezes ao longo dos últimos 3 mil anos, enquadrando-se em quatro categorias:
  • dinheiro de bens consumíveis
  • moedas
  • cédula de papel
  • dinheiro eletrônico



Foto cedida pelo Depto. do Tesouro dos Estados Unidos
As mulheres comerciantes carregam raízes para o mercado em Acra, Gana

O desenvolvimento dos sistemas  representa mais um modelo intermediário entre os sistemas de permuta e os sistemas monetários posteriores do que uma mudança revolucionária. Em um sistema, o dinheiro usado não é apenas uma representação do poder de compra, mas  algo que tem um valor inerente.

Um bom exemplo de um sistema de bens consumíveis foi o usado pelos astecas. Eles davam grande valor aos grãos de cacau que eram usados para fazer chocolate. Os grãos eram pequenos e fáceis de carregar e eram geralmente usados para equilibrar ou fazer a troca nos acordos de permuta.

O benefício do dinheiro de bens consumíveis, de acordo com o antropóloga Jack Weatherford, é que, "diferentemente do dinheiro de papel e moedas baratas, que podem facilmente perder seu valor de face, o dinheiro de bens de consumo tem um valor de venda e compra próprio e assim pode sempre ser consumido, não importando qual a posição do mercado".

Esse sistema possui desvantagens, pois bens de consumo são geralmente perecíveis e volumosos. Feqüentemente o gado era usado desta maneira nas sociedades agrárias. Ele funcionava bem como meio de troca porque qualquer um naquela sociedade dava-lhe valor, mas obviamente as trocas não eram nem um pouco práticas.

O valor do dinheiro de bem de consumo raramente ia além das fronteiras da cultura que o usava. Se um pastor do interior quisesse negociar com um habitante da cidade, seu gado não teria muito valor. Exploradores europeus jogavam ao mar carregamentos completos de cacau , que para eles não tinha o valor que para os Astecas.