por
Lee Obringer - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Desvantagens e riscos do euro
Ainda que existam vantagens para o euro, há também desvantagens no sistema unificado. O
custo da transformação das moedas de doze nações em uma única moeda poderia ser considerado em si uma desvantagem. Bilhões foram gastos não apenas produzindo uma nova unidade monetária, mas também com a mudança de sistemas contábeis, programas, material impresso, sinais, máquinas de venda automática, parquímetros, cabines telefônicas e todo o tipo de máquina que aceita dinheiro.
Além disso, foram necessárias horas de treinamento para os funcionários, gerentes e mesmo clientes. Cada instância de governo, desde nacional até local, sentiu o impacto dos custos da transição. Esta tarefa enorme requereu muitas horas de organização, planejamento e implementação, cujo peso caiu sobre os ombros das agências governamentais.
A possibilidade de um choque econômico é outro risco que acompanha a introdução de uma moeda única. Em um nível macroeconômico, as flutuações vinham sendo controladas no passado por cada país.
- Com suas próprias moedas nacionais, os países podiam ajustar taxas de juros para encorajar investimentos e grande volume de compras pelos consumidores. O euro torna impossível para os países ajustarem individualmente suas taxas de juros, perdendo-se esta forma de recuperação. Taxas de juros de toda a União Européia são controladas pelo Banco Central Europeu.
- Eles poderiam também desvalorizar sua moeda na ocorrência de um declínio econômico, ajustando sua taxa de câmbio. Esta desvalorização encorajaria as compras estrangeiras de mercadorias, o que ajudaria a trazer a economia de volta para onde deveria estar. Uma vez que já não há mais uma moeda nacional individual, este método de recuperação econômica também está perdido. A flutuação de câmbio para países individuais do euro não existe.
- Uma terceira maneira de se adaptar a choques econômicos seria através de ajustes nos gastos do governo, como programas de desemprego e bem estar social. Em tempos de dificuldade econômica, quando os cortes de pessoal aumentam e mais pessoas necessitam de benefícios de desemprego e outros fundos sociais, os gastos do governo aumentam quando esses pagamentos são feitos. Isto injeta dinheiro na economia e encoraja as compras, o que pode ajudar a tirar um país da recessão. Por causa do Pacto de Estabilidade e Crescimento, os governos são forçados a manter seus déficits orçamentários dentro das exigências do pacto. Isto restringe a liberdade de gastar durante períodos economicamente difíceis e limita sua eficácia em tirar o país de uma recessão. Além do risco de um choque econômico nos países da União Européia, há também a chance de choque político. A falta de uma voz única para falar por todos os países do euro poder causar problemas e tensão entre os participantes. Sempre haverá o risco potencial de que um país membro possa desmoronar financeiramente e afetar o sistema inteiro.