Introdução sobre como funciona o horário de verão


horário de verão
­­Todo ano, durante a primavera e o verão, os brasileiros das regiões sul, sudeste e centro-oeste tem de adiantar em 1 hora os relógios.

É o horário de verão, cujo objetivo principal é promover economia de energia elétrica através do aproveitamento da luz natural dos dias mais longos nesta época do ano.

A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos e as noites mais curtas.

Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano e a implantação do horário de verão nesses locais, traz muito pouco ou nenhum proveito.

Dessa maneira, no Brasil, o horário de verão acontece apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e Nordeste a medida não é aplicada.

 



E a programação da TV, como fica?
Nos estados brasileiros onde não vigora o horário de verão, o único impacto que as pessoas sentem é na programação das emissoras de televisão, que segue o horário oficial do Brasil adotado pelo Distrito Federal.

Um dos principais resultados esperados é diluir o horário de pico, evitando assim uma sobrecarga do sistema energético. Sem o horário de verão, o consumo maior de energia acontece por volta das 18h, coincidindo também com o consumo do comércio e da indústria. Com o adiantamento em uma hora, não há coinciência da entrada da iluminação, pois em sua grande maioria o comércio e a indústria reduzem o seu consumo a partir das 18h.

São Pedro, ajude-nos

O horário de verão 2007/2008 proporcionou uma economia de R$ 10 milhões, quatro vezes menor que os R$ 40 milhões alcançados em anos anteriores.

A causa, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), é o aumento do uso de termelétricas, devido ao baixo índice pluviométrico do período que diminuiu os reservatórios das hidrelétricas.

­
­Para exemplificar tudo isso, imagine o seguinte. Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna. Nessa mesma hora, entra em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, etc. Além disso, as indústrias continuam trabalhando.
Com o horário de verão, as cargas de iluminacão pública e das residências passam a entrar após 19 horas, justamente quando o consumo industrial começa a cair. Com isso há a redução na carga nesse horário.

Na prática o horário de verão costuma gerar em média uma economia de energia da ordem de 1% e na demanda, no horário de pico, de 3,5 a 5%.

Apesar de parecer pouco, isso significa uma enorme economia. No horário de verão da temporada 2006/2007, por exemplo, gerou-se uma economia de cerca de R$ 50 milhões de reais, com 4% na demanda de energia nos horários de pico e 0,5% durante todas às 24 horas dos dias.

 

Quanta economia!

A economia gerada pelo horário de verão equivale a 2 mil megawatts, o que equivale a produção de 3 turbinas de Itaipu ou ainda ao consumo de Brasília e Belo Horizonte juntas durante o horário de pico,
Fonte: www.agenciabrasil.gov.br

A implantação da medida também proporciona:

• diminuição dos riscos de restrição de carga no horário de ponta num eventual agravamento das condições dos reservatórios com conseqüente redução nas capacidades efetivas de geração por usinas;

• preservação do meio ambiente, evitando-se a poluição que seria produzida pela queima de combustível fóssil através da geração de energia elétrica de origem térmica;

• Melhoria da qualidade de vida da população, propiciada pelo maior aproveitamento da luz solar, obtendo mais tempo para o lazer e maior segurança ao entardecer.