Resultados
O PNUD divulga o Índice de Desenvolvimento Humano desde 1990. Algumas
nações, no entanto, possuem estatísticas com até 25 anos de
retroatividade, desde 1975.
Em sua mais recente publicação, divulgada em 27 de novembro de 2007 e válida para os anos de 2007 e 2008, o
Brasil figura pela primeira vez entre as nações com alto desenvolvimento humano, atingindo a pontuação mínima do novo grupo, de 0,800 (em uma escala de 0 a 1).
Foi
uma pequena melhora em relação à pontuação obtida em 2006, de 0,792,
impulsionada sobretudo pelo
novo cáculo do PIB brasileiro, implantado
pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
no início de 2007. A nova metodologia, que passou a contemplar também a
economia informal, o que não acontece em outros países, revisou para
cima os resultados do PIB para o ano de 2005, de 2,9% para 3,2%.
Aos
longo dos anos, o Brasil tem obtido uma constante melhora no IDH. Em
1975, por exemplo, a pontuação brasileira foi de 0,649, o que dá uma
média de crescimento de cerca de 0,050 por década.
Além do PIB,
o IBGE promoveu revisões estatísticas em outros índices observados pelo
PNUD para a produção do IDH, como os padrões de educação e expectativa
de vida, também melhorados.
No ranking geral das nações, no
entanto, o Brasil perdeu três posições, caindo de 67º para 70º. Isto
ocorreu porque outro países obtiveram melhoria mais significativa na
pontuação.
As nações que ultrapassaram o Brasil também
ingressaram no grupo de alto desenvolvimento humano, que saltou de 63
para 70 este ano. Algumas delas são Rússia, Macedônia, Albânia e Bielo
Rússia.
Para especialistas, o novo posicionamento do Brasil no
ranking - útlimo colocado do seu novo grupo – mostra que os indicadores
sociais brasileiros estão muito abaixo do nível de renda do país.
A nação sustenta o inglório título de mais desigual de seu novo grupo (10% mais ricos da população têm renda 51,3 vezes maior do que os 10% pobres).
A
classificação geral das nações é o resultado da somatória das
estatísticas avaliadas pelo PNUD, apenas uma parte do relatório de
desenvolvimento humano. Além do “ranking” propriamente dito, o
relatório faz uma análise crítica dos desafios enfrentados pela
sociedade para promover e garantir o desenvolvimento humano.
Nesta edição, por exemplo, o relatório aponta que adotar medidas urgentes para mitigar as
mudanças climáticas
são fundamentais para enfrentar a pobreza e a desigualdade do mundo. O
documento sugere ações práticas como a adoção em larga escala dos
biocombustíveis, que emitem menos gases de
efeito estufa em sua combustão.
A cada ano de divulgação do novo relatório, uma temática é abordada. Em 2006, o foco do relatório foi a
escassez de recursos (em particular a
água);
em 2005, o tema foi os efeitos nocivos de um comércio internacional
desigual; em 2004, a liberdade cultural como fator preponderante para a
promoção do desenvolvimento humano; e em 2003, os objetivos do milênio.
O de 2007, como já foi dito, a questão ambiental.