Quais são e onde estão os atores envolvidos na cadeia da madeira tropical amazônica?
A maioria dos consumidores de madeira tropical no mercado nacional e no exterior não imagina como funciona a cadeia de comercialização desde a sua retirada da floresta até entrepostos especializados, obras de construção civil, fábricas de móveis, obras públicas municipais, estaduais e federais, entre outros. Nesta página, vamos mostrar que a extração e comercialização de madeira na Amazônia envolve vários atores que vão dos toreiros ao consumidor final, que pode ser você. Para entender quem é quem vamos ao processo de extração e consumo.
Corte/extração
 Divulgação: Imazon A madeira ao ser retirada da floresta
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A maior parte (60%) da exploração na Amazônia é realizada por extratores terceirizados (chamados toreiros) que exploram e transportam as toras até as unidades de processamento ou desdobro (serrarias e laminadoras).
Desdobro primário  Divulgação: Imazon A primeira parte do processo
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São as empresas que realizam o desdobro inicial da tora, transformando-a em madeira serrada ou laminada. Em 2004, existiam
82 pólos madeireiros com mais de 3.000 empresas na Amazônia. Oitenta por cento das empresas eram serrarias simples, sem equipamentos sofisticados de beneficiamento de madeira. As serrarias fixas estão estabelecidas em pólos nos arredores de cidades, mas existem também serrarias portáteis que são montadas no interior da floresta e facilmente removidas de um local para outro.
Processamento finalEsta é a etapa onde se agrega (proporcionalmente) maior valor à madeira, através da
secagem e acabamento, transformando-a em produtos beneficiados como assoalhos, portas, móveis, forros, cabos, janelas e outros.
Na Amazônia apenas uma pequena proporção das empresas madeireiras realizam o processamento final da madeira. Boa parte do processamento é feito em indústrias, principalmente, da região Sudeste. Há, entretanto, uma tendência de aumento do número de empresas na Amazônia envolvidas exclusivamente no processamento e comercialização de produtos com alto valor agregado, evitando o processamento primário da matéria-prima.
ConsumidoresPodem ser órgãos públicos, empresas e indivíduos. Em 2001, segundo Sobral e colaboradores, a cidade de São Paulo construiu cerca de 6 milhões de metros quadrados em edificações verticais, consumindo 225 mil metros cúbicos de madeira serrada proveniente da Amazônia. Deste volume de madeira, cerca de 80% foram utilizados nas etapas de fundação e estruturação dos prédios, sendo descartados no final da obra. Apenas 20% foram utilizados nas etapas de acabamento, como portas, pisos e armários.