Resultados de 2005

Os resultados da Pintec, feita entre 2003 e 2005 e divulgada em 31 de julho de 2007, mostram um crescimento nos investimentos com inovação tecnológica das empresas. Entre 2001 a 2003, as indústrias haviam gasto 2,46% da receita líquida em inovação tecnológica. Entre 2003 e 2005, o valor subiu para 2,76%. Além disso, o número de pessoas envolvidas em pesquisas de inovação dentro das indústrias aumentou 12,5% de 2003 para 2005.

Das 33 atividades industriais pesquisadas, 21 apresentaram crescimento nas suas taxas de inovação no período em relação ao período da pesquisa anterior, mas a taxa de inovação geral das indústrias manteve o mesmo patamar (33,4% contra 33,3%). É interessante verificar que, entre as atividades industriais que aumentaram suas taxas de inovação, estão setores tão díspares como reciclagem de material, que passou de 13,7% para 22,6%; produtoras de caminhões, camionetas, utilitários, caminhões e ônibus, que passou de 57,5% a 71,1%, e de celulose e outras pastas, que passou de 39,1% para 51,7%.

Entre as más notícias do período, a pesquisa aponta uma queda na taxa de inovação das empresas de pequeno porte com 10 a 49 funcionários, de 31,1% para 28,9%. Esta queda foi a responsável pelo taxa de inovação geral se manter, já que essas empresas são as responsáveis por 79,4% do universo pesquisado.

Entre os problemas encontrados para inovar, 76,8% das indústrias apontaram os elevados custos como obstáculos, seguido dos riscos econômicos excessivos (74,7%) e da escassez de fontes de financiamento (58,6%). Vale salientar que a maioria das indústrias que conseguiram financiamento governamental (40,9%) é de grande porte com mais de 500 empregados.

Sobre as fontes para a inovação, as indústrias aumentaram suas aquisições de patentes, licenças e know-how de 2,9% para 5,9%, suas parcerias com universidades e institutos de pesquisa de 8,4% para 12% e de informações da internet, de 46% para 56,8%. As maiores fontes de informação, no entanto, continuaram sendo internas como departamentos da própria empresa (64%), fornecedores (63,8%) e clientes ou consumidores (60,9%).

Novos setores

Além do setor industrial, a pesquisa divulgada traz, pela primeira vez, dados do setor de serviços de alta intensidade tecnológica, ou seja, telecomunicações, informática e pesquisa e desenvolvimento. A taxa de inovação do setor é maior que da indústria, 57%, com uma atividade interna de pesquisa e desenvolvimento de 2,8%.