Dinheiro não é tudo

Há vantagens em ter uma oferta pública inicial em vez de levantar capital. Quando as ações da empresa vão a público, elas podem atrair muita atenção da mídia. Isso contribui para a publicidade gratuita da empresa. Muitos editores que trabalham passando informação sobre o mercado de ações, também listam e monitoram empresas públicas, ou seja, ir a público coloca o nome da empresa "nos livros" e diante de investidores e corretores.

Emitir ações permite que os funcionários mantenham investimentos em uma empresa. Eles sabem que suas ações serão valorizadas de acordo com o êxito empresarial. Isso é motivo de orgulho no trabalho que desempenham, já que passam a ser, literalmente, co-proprietários. Da mesma forma, esse efeito pode se estender às associações corporativas interessadas. Imagine se o proprietário de uma empresa de embalagens comprar ações da padaria mencionada acima quando esta estabelecer sua oferta pública inicial. A empresa de embalagens fornece sacos plásticos para a padaria; portanto, o proprietário talvez queira fazer um acordo sobre esses produtos com a finalidade de ajudá-la a ter mais êxito e a aumentar o valor das suas ações.

A última vantagem de uma oferta pública inicial está relacionada com as regras estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (em inglês) que regula rigorosamente as empresas públicas para evitar fraude. Para ir a público, uma empresa tem que abrir suas práticas de contabilidade, os números de vendas e os planos de marketing para quem quiser conferir. Isso pode facilitar que a empresa proteja determinados tipos de empréstimos e arrecade dinheiro de outros investidores. No Brasil, quem fiscaliza uma oferta pública inicial é a Comissão de Valores Mobiliários e elas são ofertas pela Bovespa.