Quem compra as ações durante uma oferta pública inicial é uma questão complicada. Na maioria dos casos, seu investidor habitual e individual não tem acesso a essas ofertas (consulte A oferta pública inicial do Google para ler sobre uma exceção). Em vez disso, o subscritor aloca as ações para associados, clientes e os principais investidores de sua escolha. A maioria das ações (cerca de 80%) fica com os investidores institucionais, que são as principais firmas de corretagem e bancos de investimento, além de poucos investidores individuais de alto perfil. As ações restantes destinadas para investidores individuais de pequeno porte são difíceis de obter: os corretores de ações só oferecem acesso às ofertas públicas iniciais para negociantes de volumes mais elevados, que não tenham um histórico de impulsionar ações e que possuam um relacionamento de longa data com o corretor.
Depois da oferta inicial, as ações chegam ao mercado aberto, onde começam a ser comercializadas com um preço definido pelas forças do mercado. As ações da oferta pública inicial tendem a ser comercializadas em um volume muito alto no primeiro dia, ou seja, elas trocam de mãos várias vezes. Algumas ofertas públicas iniciais, quando chegam no mercado secundário, podem ter um aumento enorme. Algumas chegam a mais de 600%. Muitas ofertas públicas iniciais apresentam queda de preço no dia da oferta. Outras flutuam, subindo e, em seguida, caindo mais uma vez. Tudo depende da confiança que o mercado tem na empresa, quão forte a empresa é em comparação aos modismos que a cercam e se as forças externas estão afetando o mercado naquele momento.
Depois de cerca de um mês, o subscritor emite um relatório sobre a oferta pública inicial, que é sempre positivo. Isso tende a dar um pequeno impulso às ações. Após um determinado período, que no caso dos Estados Unidos é de 180 dias, as pessoas que tinham ações da empresa antes que ela fosse a público podem vendê-las.