Ativos líquidos nos negócios

Para manter uma empresa em operação, em geral é necessário assumir diversas obrigações financeiras, entre as quais pagar os salários dos funcionários e amortizar empréstimos e dívidas (em inglês). Para manter satisfeitos todos os diferentes interessados, uma organização precisa manter um saldo saudável de ativos líquidos. As pessoas se inclinarão mais a investir ou a emprestar dinheiro a uma companhia que disponha de liquidez suficiente para manter em dia os seus pagamentos. No entanto, uma empresa pode ter excesso de liquidez, o que possivelmente indicaria que está retendo fundos que deveria investir.

Os exemplos de ativos líquidos de uma empresa são semelhantes aos de um indivíduo:

  • dinheiro
  • recursos no banco
  • ações
  • títulos

Em certo sentido, até mesmo tomar dinheiro emprestado representa outra fonte típica de liquidez para uma empresa. Para cumprir suas obrigações, a capacidade de tomar empréstimos será um fator em sua liquidez.

As empresas gostam de manter as coisas em perspectiva a fim compreender o quadro mais amplo. Por exemplo, acompanham seu saldo de ativos líquidos, que representa a liquidez que lhes restaria caso pagassem todas as suas dívidas e passivos utilizando os ativos líquidos. Elas também dividem a situação de acordo com cronogramas variados. Por exemplo, uma empresa presta atenção ao montante de ativos rápidos, ou seja, aqueles que são facilmente conversíveis em dinheiro. Também calcula o quanto dispõe em ativos correntes, que são todos os ativos que poderia vender em prazo de um ano.

Usando esses conceitos, as empresas comparam esses fatores em forma de razões, a fim de compreender a liquidez sob diferentes aspectos. Por exemplo, eis duas razões comumente usadas para as quais a liquidez tem papel importante:

  • razão corrente: o número que você obtém ao dividir ativos correntes por passivos correntes, ou seja, dívidas com vencimento em prazo de um ano;
  • razão rápida: os ativos rápidos (que são algumas vezes calculados como ativos atuais menos estoques) divididos pelos passivos correntes. Também é conhecida como "razão de teste", e retrata a situação financeira mais imediata da empresa. 

Determinar a liquidez de um ativo depende do período em consideração
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Determinar a liquidez de um ativo depende do
período em consideração

Agradecimento Especial
Obrigado ao Dr. Rick Livingood por sua ajuda para este artigo.

É quanto a isso que a idéia de liquidez nas finanças empresariais difere da idéia de liquidez pessoal - para as obrigações financeiras de um indivíduo, um ano é prazo relativamente longo, mas isso não procede para uma empresa. No entanto, a idéia de liquidez se torna ainda mais complicada no mundo empresarial. Determinar se um ativo é líquido depende da data de vencimento das obrigações. O período que torna um ativo corrente, por exemplo, pode ser um ano ou a duração do ciclo operacional da empresa. Por outro lado, a disposição da empresa de vender ativos antecipadamente (o que a força a aceitar preço mais baixo) também influencia a classificação de liquidez que eles recebem.

Uma empresa também leva em conta as condições de mercado atuais ao considerar sua liquidez. Em um mercado líquido, os ativos são vendidos de forma rápida e sem perda de valor, como norma geral. Mas em um mercado magro, os valores dos ativos mudam rapidamente e se torna mais difícil vender um ativo a preço lucrativo. Muitos fatores influenciam essa facilidade - como por exemplo a inflação e as taxas de juros. Isso pode ser compreendido em termos de spread entre lance e oferta, uma comparação entre os preços pelos quais as coisas são adquiridas e mais tarde vendidas no mercado. Caso a diferença seja baixa, ela gera um mercado confiável e líquido. Por outro lado, se existe grande discrepância, temos um mercado magro. O mercado de câmbio, ou Forex, usualmente serve como mercado confiável para ativos líquidos [fonte: Investopedia (em inglês)].

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