Uma oportunidade GUI


Foto cedida por MSN
O revolucionário Macintosh da Apple chegou ao mercado em 1984 e foi o primeiro PC comercializado com sucesso a usar uma interface gráfica de usuário (GUI). Nós usamos GUIs para interagir com computadores e redes nos dias de hoje.

Bill Gates viu imediatamente que o Mac era igualmente um perigo e uma oportunidade. A GUI poderia popularizar a computação em um nível de mercado de massa maior do que o criado pelos PCs IBM e seus clones. Isso também representava uma oportunidade para ajudar a Microsoft a romper com seu atual oponente, a IBM, e assegurar sua supremacia nos anos que viriam.

IBM e Microsoft se envolveram em uma batalha a respeito do próximo sistema operacional para PCs. A IBM colaborou com a Microsoft no OS/2, um sucessor do DOS. A IBM necessitava de algo que os demais fabricantes de hardware não pudessem clonar. A Microsoft foi adiante até se tornar claro que as empresas tinham objetivos concorrentes: a Microsoft estava tentando tirar proveito da posição de mercado da IBM e a IBM tentava colocar o gênio do DOS novamente dentro da garrafa. Isto precipitou o rompimento e a Microsoft ficou sozinha.

Se a Microsoft podia criar seu próprio GUI para trabalhar sobre o DOS, então Bill Gates estava matando dois coelhos com uma cajadada só. De uma perspectiva empresarial, o impacto do Windows foi mais forte do que o impacto dos Macs na perspectiva dos usuários. Quase da noite para o dia, um chato e obsoleto PC poderia se tornar igual a um Mac, por um décimo do custo.

Bill Gates tinha se readaptado para redefinir o mercado de computadores, e bem na hora. Pouco antes do lançamento do Windows 95, uma companhia chamada Netscape veio a público. A Microsoft teve novamente de lidar com outra ameaça que se aproximava: a Internet. Como a Microsoft poderia lidar com uma rede global aberta, aparentemente movimentada por criadores altruístas empenhados em dar seus produtos?

A solução encontrada pela Microsoft era dar suas coisas também. A "guerra dos navegadores" não durou muito e foi particularmente unilateral, com o Internet Explorer triunfando no final sobre o Netscape.

Na próxima seção, veremos o que dá a Microsoft a decisiva vantagem em quase todos os esforços de negócio em que ela se mete.