Como surgiu

Foi na década de 60 que se chegou ao consenso de que o Censo, por ser realizado de dez em dez anos, não atendia plenamente a demanda por informações sociais, econômicas e demográficas da população do País. Mais do que isso, tais informações não eram detalhadas suficientemente para, por exemplo, servir de base a pesquisas e estudos mais complexos.

As pesquisas por amostra de domicílios, neste sentido, caíam como uma luva. O número de entrevistados era reduzido se comparado ao Censo. E permitia, ainda, uma coleta de dados em profundidade e não em quantidade.

A Pnad vem sendo realizada no Brasil desde o ano de 1967, com um duplo objetivo: suprir a falta de informações sobre a população brasileira durante o período entre os censos e estudar temas insuficientemente investigados ou não contemplados nos censos demográficos decenais.

Sua implantação ocorreu simultaneamente em diversos países da América Latina, que, na época, contou com o apoio e o subsídio da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Instituto Interamericano de Estatística (IASI).

Durante os três primeiros anos a Pnad foi realizada trimestralmente. A partir de 1971 (e até os dias de hoje) passou a ser realizada anualmente. Só não foi realizada nos anos em que o IBGE realizou o Censo Demográfico (1970, 1980, 1991 e 2000) e excepcionalmente em 73 e 74, quando foi feito o Estudo Nacional da Despesa Familiar - Endef.

No início, a pesquisa abrangia somente as regiões Nordeste, Sudeste e Sul, além do Distrito Federal. Em 1973, foi ampliada para a área urbana das regiões Norte e Centro-Oeste. Em 1981, a Pnad já cobria praticamente todo o território nacional, com exceção apenas das áreas rurais de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, que representavam, em conjunto, cerca de 3% da população brasileira. Estas só seriam incluídas na área pesquisada da Pnad em 2004.

Durante toda a década de 80, o questionário da Pnad permaneceu praticamente inalterado. A partir de 1987, foi introduzida a investigação da cor das pessoas e, de 1988 em diante, foram acrescentadas as perguntas sobre rádio e televisão.

A Pnad foi se tornando, com o tempo, uma pesquisa gigantesca, com inúmeras possibilidades de cruzamento de informações. Ela é tão grande que, atualmente, é organizada em três partes: básica, suplementar e especial.