A maratona da PNAD
Todo ano, nos meses de outubro, novembro e dezembro, sai a campo o exército da PNAD.
São 2 mil pesquisadores que, durante três meses, entrevistam aproximadamente 470 mil pessoas, percorrendo um total de 140 mil domicílios em todo o território nacional. As entrevistas levam, em média, de 20 a 45 minutos. Uma verdadeira maratona.
Para ser um pesquisador da Pnad, o IBGE exige apenas nível médio completo, apesar de que o número de integrantes com nível superior (completo e incompleto) aumenta a cada edição da pesquisa, devido à popularização dos cursos universitários.
Ademais, nunca um pesquisador poderá exercer a função por mais de dois anos: são admitidos como trabalhadores temporários. Após este período, ou é admitido como funcionário, ou é dispensado.
Até 2006, a coleta de dados era feita com um formulário de papel comum. Nesse ano, pela primeira vez, assim como no Censo, serão utilizados
computadores de mão (PDA’s). Espera-se, com a medida, reduzir o tempo entre a coleta de dados e a divulgação dos resultados da pesquisa.
O IBGE gasta nove meses para tratar dados, gerar os resultados da pesquisa e realizar as devidas análises e comparações. Somente em setembro do ano seguinte à coleta, a Pnad é divulgada - os resultados do ano vigente serão sempre relativos ao ano anterior.
Importante frisar que todas as perguntas se referem à última semana do mês de setembro. Eles perguntam, por exemplo, assim: “Você estava ocupado na última semana de setembro?”. A Pnad é, portanto, uma fotografia da última semana de setembro do respectivo ano.