É por meio dos bancos que se abre uma caderneta de poupança, todavia, não é necessário ser correntista para tê-la. Basta comparecer a uma agência bancária (portando CPF, documento de identidade e comprovantes de renda e residência) e solicitar a abertura.
Menores de 18 anos também podem abrir sua própria caderneta. Neste caso, um maior fica sendo o responsável pela aplicação.
Trata-se de um investimento de baixo risco e, naturalmente, de baixo retorno. Na verdade, o risco é zero se o valor da aplicação não ultrapassar R$ 60 mil (até este limite, seu dinheiro é segurado pelo Fundo Garantidor de Crédito - FGC).
O Fundo Garantidor de Crédito é um fundo criado pelo governo, mas mantido pelos bancos, que tem a finalidade de assegurar as aplicações de investidores. Se, por exemplo, o banco onde você aplica dinheiro “quebrar”, o FGC garante que você irá recebê-lo de volta, no limite de R$ 60 mil (valor vigente para o ano de 2007).
Além da poupança, outras aplicações são seguradas pelo FGC, como CDB’s, RDB’s, depósitos à vista, além de letras hipotecárias, de câmbio e imobiliárias.
Estas características fazem da poupança a aplicação ideal para, por exemplo, quem possui uma situação financeira pouco abastada, mas nem por isso quer deixar de guardar algum dinheiro. Quem aplica na caderneta de poupança, aliás, sequer é chamado de investidor - o termo empregado é poupador.
No ranking de investimentos, a caderneta é o segundo maior destino de recursos investidos, responsável pela arrecadação de R$ 203,6 bilhões em 2006, segundo levantamento do Banco Central. Perde apenas para os fundos conservadores, que receberam R$ 366 bilhões no mesmo período.
O SFH dispõe, ainda, como fonte adicional de recursos, da arrecadação da poupança compulsória, proveniente dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). |