Pelo país, pelo mundo

Preços da gasolina no mundo
(1 galão = 3,785 litros)

Mais caro (por galão):

Oslo, Noruega: US$ 6,99
Hong Kong: US$ 6,54
Londres, Reino Unido: US$ 6,36
Roma, Itália: US$ 6,15
Frankfurt, Alemanha: US$ 6,10

Mais barato (por galão):

Caracas, Venezuela: US$ 0,12
Cidade do Kuwait, Kuwait: US$ 0,78
Riad, Arábia Saudita: US$ 0,91
Buenos Aires, Argentina: US$ 2,21

*Preços em junho de 2006

Fonte: CNN Money (em inglês)

Em algumas regiões do país, é exigido que a gasolina atenda a padrões ambientais mais rígidos para reduzir a névoa fotoquímica (smog) causada pela sua queima. Produzir esta gasolina mais limpa pode causar problemas no refino, distribuição e estoque, o que aumenta o custo do combustível. "O resultado desta abordagem dirigida para a qualidade do ar é criar ilhas de mercado de gasolina", disse John Cook, diretor da divisão de petróleo da Administração de Informações de Energia, perante o Comitê de Deputados da Casa Branca sobre Energia e Comércio em 15 de maio de 2001.

Cook destacou a Califórnia e a área de Chicago a Milwaukee como exemplos principais de ilhas de mercado de gasolina. As exigências de queima limpa em cada um dessas áreas são únicas e somente poucas refinarias podem produzir produtos especializados. Alta demanda, um problema de suprimento em uma refinaria ou um problema com um oleoduto podem gerar alta nos preços dessas áreas.

Na Califórnia, o governo estadual estabeleceu suas próprias regras de gasolina reformuladas que são mais exigentes que as leis federais de gasolina limpa. Isto porque os californianos pagam um preço maior por combustíveis mais limpos, além do imposto de venda e uso local de 20%, um imposto federal de US$ 0,184 por galão e um imposto estadual de US$ 0,180 por galão. A distância da Califórnia às refinarias localizadas próximas ao Golfo do México também pode aumentar o custo da gasolina se os suprimentos de gasolina forem obtidos dessas fontes.

A outra região na qual os preços podem exceder a média nacional nos EUA é o Meio-Oeste. Em 1999, a região do Meio-Oeste se tornou sujeita a novas regras de reformulação de gasolina. O Meio-Oeste usa uma gasolina especial produzida com etanol (álcool etílico) em vez de éter metil-butil terciário (MTBE). O etanol é usado devido à abundância de milho na região, que é a principal matéria-prima usada para fazer etanol nos EUA (cana-de-açúcar no Brasil). Poucas refinarias fora da região produzem este tipo de gasolina reformulada, significando que talvez haja um suprimento limitado do produto.

Novas regras federais foram decretadas no verão de 2006, requerendo que todas as companhias de petróleo adicionem etanol à gasolina, como é feito no Brasil. Isto tem contribuído para um aumento de 30% a 40% do preço de um galão de gasolina em nível nacional, já que é difícil para os produtores de etanol do Meio-Oeste fornecer o produto em volume suficiente para o resto do país em tempo hábil [ref (em inglês)].

Os estoques de petróleo têm o único grande efeito no preço da gasolina e os Estados Unidos dependem muito do fornecimento de petróleo estrangeiro. Em janeiro de 2006, os Estados Unidos importaram mais de 9,7 milhões de barris por dia [ref (em inglês)]. A única entidade com poder sobre os suprimentos de petróleo mundial é a Opep, uma sociedade de 11 países: Arábia Saudita, Argélia, Emirados Árabes, Indonésia, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Qatar e Venezuela.


Foto cedida por Phillips Petroleum Company
A maior parte do suprimento de petróleo bruto americano é importada usando navios-tanques similares a este

Juntas, essas onze nações são responsáveis por 40% da produção petrolífera mundial e detêm 2/3 das reservas mundiais, de acordo com a Administração de Informações de Energia (AIE)(em inglês). Quando a Opep quer aumentar o preço do petróleo bruto, ela simplesmente reduz a produção. Isto faz com que os preços da gasolina saltem por causa do suprimento baixo, mas também devido à possibilidade de futuras reduções. Quando a produção de petróleo cai, as companhias petrolíferas ficam preocupadas. A simples ameaça de reduções de petróleo pode aumentar os preços da gasolina.

Em abril de 2001, a Opep decidiu reduzir sua produção coletiva em 1 milhão de barris por dia. Este foi o período no qual preços da gasolina subiram muito, atingindo uma alta de US$ 1,71 por galão em 14 de maio de 2001. Desde então, a Opep tem aumentado sua produção ou pelo menos mantido-a no mesmo nível.

A última vez que a Opep aumentou sua produção, em junho de 2005, quando subiu para 28 milhões de barris por dia, um aumento de 500 mil barris por dia, "os preços do petróleo permaneceriam nos níveis atuais ou continuariam a subir". Em setembro de 2005, a Opep obrigou seus países-membros a reter suas produções, uma estimativa de 2 milhões de barris por dia [ref (em inglês)].

Além da Opep, há vários outros países que contribuem para o suprimento de petróleo mundial, incluindo os Estados Unidos, México, Canadá, Angola, Guiné Equatorial, Rússia e China. Em janeiro de 2006, os Estados Unidos importaram do México mais de 1,7 milhões de barris de petróleo bruto por dia [ref (em inglês)]. A Opep faz um levantamento da produção de petróleo dessas nações e então ajusta sua própria produção para manter seu preço por barril no patamar desejado.

Causa e efeito
Várias forças podem influenciar o preço da gasolina na bomba, mas os custos do combustível são apenas uma parte na vasta rede de economia global. Você já deve conhecer os efeitos imediatos do aumento de preços: aquele sentimento de descrença que surge conforme os números sobem. Você pensa melhor antes de fazer aquela viagem ou comprar um utilitário esportivo que consuma muita gasolina, procurando em vez disso um modelo mais econômico.

Vamos ver isso de um modo geral. Um aumento nos preços da gasolina leva à inflação da economia em geral? Até poderia, contanto que o aumento fosse um aumento estável, a longo prazo. Gasolina cara significa que o transporte com caminhões é caro, que as despesas com viagens longas são maiores e voar é mais caro. Todos esses custos significam que o custo virtual de qualquer produto que você imagine irá subir se o preço da gasolina permanecer alto.

Porém, os economistas não olham para os preços da gasolina como um indicador de inflação. O preço do petróleo, juntamente com os custos da comida, são muito voláteis, isto é, são facilmente influenciados por coisas como tempo, greves e guerras. Os custos sobem e descem, dependendo dos acontecimentos mundiais. Para vigiar a inflação, os economistas ficam de olho no Índice de Preços ao Consumidor, que é uma medida do custo de certos produtos, como aparelho de DVD, quartos de hotel ou livros de faculdade, que permanecem mais estáveis a curto prazo.