Introdução

Selo HowStuffWorks

No dia 26 de novembro de 2001, a mídia noticiou que os Estados Unidos estavam oficialmente em uma recessão, que, na verdade, já vinha ocorrendo desde março. Para a maioria dos americanos, isto não foi uma grande surpresa: o aumento do desemprego e um mercado de ações fraco eram noticiados há meses.

Mas o anúncio fez surgir muitas perguntas. Quem decide quando a economia está em recessão e quais são os critérios? O que, de fato, constitui uma recessão?

Recessão
Foto cedida NARA
Na Grande Depressão das décadas de 1930 e 1940, os trabalhadores demitidos formavam filas diárias nas agências de emprego
Neste artigo, descobriremos o que são as recessões, por que elas ocorrem e examinaremos os critérios que os economistas usam para identificá-las. Também veremos os efeitos da recessão e como um país pode fazer a economia girar novamente.

 

Recessão no Brasil

­O Brasil passou por vários ciclos de recessão. Um dos maiores e mais longos períodos aconteceu nos anos 80 em plena transição democrática, quando o País saía de uma ditadura de 20 anos. Durante o governo do presidente José Sarney, houve vários meses de inflação alta e, depois, de hiperinflação. No primeiro ano do governo (março de 1985 a março de 1986), a inflação foi de 225,16%. No final do governo, o quadro era bem pior. De fevereiro de 1989 a fevereiro de 1990, a inflação chegou a 2.751%, ou seja, o preço dos produtos aumentava todo dia. Nesse período, o Brasil teve três moedas diferentes: cruzeiro (Cr$), cruzado (Cz$) e cruzado novo (NCz$). A cada nova denominação que surgia, três zeros eram cortados. Assim, Cz$ 1.000,00 virava NCz$ 1,00. Essas novas moedas foram frutos de quatro planos econômicos que tentavam frear a recessão: Cruzado, Cruzado II, Bresser e Verão. Em todos eles, o principal objetivo era diminuir a inflação e valorizar a moeda nacional. Em algumas ocasiões, houve congelamento de preços que quando acabava, impulsionava um novo aumento de inflação.. Com a entrada do presidente Fernando Collor de Mello, veio mais um plano, houve o confisco da poupança dos cidadãos para que fosse possível diminuir a quantidade de dinheiro em circulação. A medida acabou agravando a recessão com empresas sem poder cumprir, por exemplo, a folha de pagamento dos funcionários. O cenário só foi melhorar cerca de dois anos depois, após a queda de Collor e com o início do Plano Real, já no governo Itamar Franco.