De quanto pode ser o seu salário?

História do Salário Mínimo no Brasil

O salário mínimo foi criado no Brasil em 1940. Já, naquela época, foram criados valores regionais para o salário mínimo, variando de Estado para Estado. Hoje, apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul têm salários diferenciados e maiores do que piso nacional.
Quando instituído, o salário mínimo tinha a pretensão de cobrir as necessidades básicas de uma família como alimentação, moradia, transporte, educação e saúde. Levando em conta esse critério, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-econômicos) calcula qual seria o valor necessário de salário mínimo. Em outubro de 2008, os cálculos estimavam um mínimo de R$ 2015 e não os R$ 415 então em vigor, quase cinco vezes menor.

O salário mínimo é reajustado anualmente. Para saber mais sobre os valores históricos e atuais do salário mínimo, clique aqui.

Como já dissemos,. a questão do valor do salário é um tema complicado. Muitos fatores influenciam para que o salário seja maior ou menor. Desde 1940, existe no Brasil a figura do salário mínimo. Ou seja, pelo menos na teoria, ninguém pode ganhar menos que um salário mínimo.  Mas há, de fato, muitos brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Em 2003, por exemplo, 23% da população ganhavam um salário mínimo ou menos. (Fonte: IBGE).

Além de um patamar mínimo, pelo menos teórico, o nível escolar é um importante componente para o aumento dos salários. Quanto mais estudo, mais salário. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas comprova essa teoria e mostra que entre os profissionais, o maior salário é do médico pós-graduado, cuja o valor médio era de cerca de R$ 8 mil (em 2005). Mas o diploma não necessariamente dá salários em patamares, digamos, dignos. Na mesma pesquisa, é possível ver que uma graduação em pedagogia confere ao trabalhador um salário médio de R$ 1,7 mil.

As informações anteriores explicitam uma  triste  realidade brasileira: a concentração de renda na mão de poucas pessoas e as oportunidades diferentes para cada um. O Brasil tem um dos piores índices Gini do mundo, variável que mede a disparidade de renda do país. No último comparativo, o Brasil só perdia para países africanos com condições extremamente precárias como Suazilândia e Serra Leoa (Fonte: Sociólogos.org). Assim, o valor do salário pode variar muito de profissão para profissão e de classe social para classe social. Do mesmo modo, ele varia de acordo com a região ou cidade que você mora. Na região Nordeste, por exemplo, um empregado chega a ganhar metade que ganha um funcionário no Sudeste (Fonte: Folhaonline) Outra diferença existente é entre homens e mulheres. Essas podem chegar a receber quase metade (56%) do que ganha um homem, apesar dessa tendência ter apresentado uma pequena queda nos últimos (Fonte: Agência Brasil).

Bom, lendo tudo isso, você deve estar pensando, então, não dá para saber quanto eu devo ganhar.

Não se assuste. Não é bem assim. Você pode pesquisar o salário que o mercado tem oferecido para sua profissão ou cargo que pretende trabalhar em algumas fontes. Dependendo da especialidade, há revista ou sites que têm tabelas de salários como essa tabela para profissionais de Tecnologia da Informação (TI)  ou essa para profissionais de logística . Os empregados domésticos podem ter parâmetros através da pesquisa mensal da Data Folha, batizada de Data Casa.

Os valores dos salários variam muito. Dependem de variáveis como lugar onde você trabalho, sua profissão e experiência
©iStockphoto.com/Michael DeLeon
Os valores dos salários variam muito. Dependem de variáveis como lugar onde você trabalha,
sua profissão e experiência
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Um bom parâmetro também é procurar o sindicato de sua categoria que normalmente tem uma tabela com os salários sugeridos para cada área. Além dessas pesquisas, um bate-papo com os seus colegas de profissão pode também lhe ajudar.

Reajustes

Os salários acabam se desvalorizando com o tempo, graças ao fenômeno econômico da inflação. Assim, periodicamente, é preciso um reajuste do salário. Nos tempos em que o Brasil sofria com a hiperinflação, esses reajustes chegavam a ser mensais. Com uma inflação menor, os reajustes passaram a ser negociados caso a caso. Muitas categorias de trabalhadores têm datas anuais para negociação dos reajustes salariais, normalmente negociados entre os sindicatos patronais e de trabalhadores.