Não é exagero comparar a magnitude econômica da cidade de São Paulo a de uma nação inteira. Com um orçamento anual de R$ 15 bilhões e arrecadação de mais de R$ 90 bilhões, o Produto Interno Bruto (PIB) da capital paulista é gigantesco - em 2005 foi de 102,4 bilhões de dólares, segundo do Instituto Brasileiro de Geografia e Economia (IBGE).
Acha pouco? Pois saiba que São Paulo gera mais riqueza do que 22 estados norte-americanos (como o Hawai e New Hampshire, por exemplo), segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Se fosse um estado, São Paulo também lideraria o ranking. Em 2005, a cidade foi responsável por 12,3% do PIB nacional, 37% superior a contribuição de todo o estado Minas Gerais. Só perderia, obviamente, para o PIB do estado de São Paulo – do qual faz parte.
![]() Fernando Fernandes/Lunapress Prédios na avenida Paulista, centro financeiro da capital |
A despeito de seu imponente currículo, um estudo realizado pela consultoria PriceWaterhouse&Coopers (PWC) classificou São Paulo como a 2ª cidade mais rica da América Latina, perdendo apenas para a capital argentina Buenos Aires. Os cálculos deste estudo, explica-se, são baseados no poder de compra da população – e como São Paulo possui mais de 10 milhões de habitantes, o PIB per capta não é tão significativo. Em âmbito mundial, São Paulo e Buenos Aires ocupam o 19º e 13º lugares, respectivamente. A campeã foi Paris, capital da França.
O fato é que, independente de critério ou classificação, a envergadura da economia de São Paulo é notável.
Não é por acaso que a Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), a sexta do mundo em volume de contratos negociados, seja em São Paulo, ou que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimente R$ 6 bilhões diariamente. Centro financeiro da América Latina, São Paulo abriga 63% das sedes de grupos internacionais instalados no país, de oito das dez maiores corretoras de valores e cinco das dez maiores empresas de seguros.
São Paulo é uma explosão de consumo. São dez transações via cartão de crédito ou débito por segundo, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Pelos mais de 70 shopping centers da capital, circulam aproximadamente 30 milhões de pessoas por mês. Come-se aproximadamente 40 mil pizzas e 16 mil sushis por hora na cidade de São Paulo.
![]() Fernando Fernandes/Lunapress A Ladeira General Carneiro, tomada por camelôs que vivem da economia informal |
Tais números, porém, não representam a totalidade da economia paulistana. Há que se considerar a contribuição da economia informal, uma massa de trabalhadores que, por não terem um cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ), não entram nas estatísticas oficiais - mas que não podem ser ignoradorados. É circular pelas ruas de São Paulo para ser abordado por um ambulante, quando não ir até endereços onde encontram-se reunidos centenas de comerciantes informais – como as calçadas da 25 de Março, no Centro, ou do Largo 13 de Maio, na zonal sul.