O preço do dinheiro

Autor: 
Celso Monteiro

A lei da oferta e procura reza que quanto maior for a demanda por um determinado produto, maior será o seu preço. O contrário também é válido: quanto maior for a oferta de um produto, menor será seu preço.

Lei da oferta e procura

Imagine esta situação: você está precisando de dinheiro e, por isso, decide vender seu carro. O preço é R$ 25.000,00. Se ninguém se interessar, será necessário baixar seu valor até que apareça algum comprador.

Entretanto, se aparecerem vários proponentes logo de início, você poderá até elevar o preço do veículo, até que reste apenas um interessado, e com isso, ganhar um “a mais”, concorda?

Apesar da existência de um custo de produção, os preços variam de acordo com o número de produtos similares disponíveis no mercado e da quantidade de interessados em adquiri-los - da oferta e da procura, respectivamente.

E já que todo produto tem seu preço, qual é o preço do dinheiro? São as taxas de juros. E por que o termo aluguel? Porque dinheiro se empresta. Compreendeu agora?

Portanto, quanto mais dinheiro os bancos têm para oferecer aos clientes, menos eles cobram pelo empréstimo.

Risco

Mas não é só da lei da oferta e procura que são feitos os juros. Sua precificação (definição do preço) contempla diversas outras variáveis. Uma delas é o risco.

Risco tem a ver com a capacidade que um indivíduo tem de honrar um compromisso assumido. Quanto maior for esta capacidade, menor será o risco de empréstimo e, portanto, menor o valor dos juros cobrados.

No mercado nacional, a taxa Selic é conhecida como a taxa básica de juros. Isto significa que os títulos públicos são o investimento mais seguro do País (mais seguro até mesmo do que a poupança). Em nível internacional, os títulos do governo norte-americano são considerados “livres de risco”, apesar de que na prática não existe investimento sem risco.