Desvio padrão

Autor: 
William Harris

Desvio padrão, representado pela letra grega sigma em minúsculo, é uma estatística que informa o quão firmemente os pontos de dados estão agrupados ao redor do significado para um determinado processo que, em troca, informa quanta variação existe. Quando os pontos de dados estão firmemente agrupados ao redor do significado e a curva de sino está saturada, o desvio padrão, devido à variação, é pequeno. Quando os pontos de dados estão espalhados e a curva de sino está reta, o desvio padrão e a variação estão ótimos.

Ilustração de Six Sigma

Os estatísticos geralmente falam sobre o número de desvios padrão do significado. Um desvio padrão em qualquer direção do significado significa 68% dos dados do grupo. Dois desvios padrão são 95% deles. E três desvios padrão são 99% dos dados. No Six Sigma, a grande questão é: quantos desvios padrão podem se encaixar entre o significado e o limite de especificação? Nós podemos calcular esse número usando a fórmula à direita.

Nessa fórmula, Z é a pontuação Z, ou pontuação Sigma. Uma baixa pontuação Z significa que uma significativa porção da cauda de distruibuição está se estendendo além do limite de especificação. Uma alta pontuação Z significa que não muito da distruibuição está se estendendo além do limite de especificação. A tabela abaixo mostra as pontuações Z relacionadas às oportunidades de defeitos por milhão. Note que os valores Sigma que identificamos anteriormente estão representados aqui.

Ilustração de Six Sigma

Então, quando as pessoas do Six Sigma falam sobre um "processo Sigma", elas estão se referindo à pontuação Z. Mas o ponto-chave é que você pode melhorar a qualidade de um processo reduzindo a variação. Seu objetivo é a qualidade Six Sigma, que é uma tentativa de perfeição, ou a redução de variação para menos do que a medida de quatro oportunidades de defeitos por milhão.

Claramente, a Motorola não inventou as estatísticas por trás do Six Sigma. O que a empresa fez foi aplicar os conceitos de distribuição gaussiana para os processos de fabricação com um rigor que nunca havia sido aplicado antes. No começo, o Six Sigma permaneceu como uma iniciativa interna da Motorola, mas não demorou muito para outras empresas ouvirem sobre as conquistas da Motorola e desejarem resultados similares. Em resposta, os líderes da Motorola viajaram pelo mundo ensinando o Six Sigma para outras organizações. Dois dos primeiros que o adotaram foram a Allied Signal e a GE. A GE contribuiu muito para popularizar o Six Sigma, provavelmente por causa dos resultados: foram US$ 12 bilhões em economia nos cinco primeiros anos de uso.

Nos primeiros anos de Six Sigma, o foco estava na melhoria da qualidade do produto, quase sempre em manufaturas. Porém, logo ficou claro que o Six Sigma era mais do que algo para reduzir os defeitos, ele poderia ser utilizado para gerenciar os negócios do dia-a-dia, especialmente nas organizações que verdadeiramente adotaram o Six Sigma, dos altos executivos até os trabalhadores das linhas de produção. Gradualmente, a definição de Six Sigma também evoluiu: atingir um nível de qualidade que satisfaça o consumidor e minimizar as perdas do fornecedor.

Hoje, o Six Sigma por si só já é um negócio. A Motorola oferece consultoria e serviços de treinamento do Six Sigma por meio da Motorola University. A empresa já treinou e certificou milhares de experts em Six Sigma que ou trabalham com ele ou prestam consultoria a organizações do mundo todo. A Motorola não está sozinha. Existem vários consultores oferecendo uma gama de serviços relacionados com o Six Sigma, de treinamento à certificação até o mapeamento de processo e implementação.