A taxa de câmbio estável

Um sistema fixo, ou estável, é onde a taxa de câmbio está determinada e é mantida artificialmente pelo governo. A taxa será estável para o dólar de algum outro país, em geral, o dólar americano. A taxa não irá flutuar a cada dia. No Brasil, durante vários anos (principalmente nos anos 80), esse foi o sistema adotado.

O governo tem de trabalhar para manter sua taxa fixa estável. O banco nacional deve contar com grandes reservas de moeda estrangeira para minimizar as mudanças na oferta e na demanda. Se uma demanda repentina de uma moeda aumentasse a taxa de câmbio, o banco nacional teria de liberar uma quantia suficiente dessa moeda no mercado para atender a demanda. Há também a possibilidade de comprar moeda se uma demanda baixa estiver reduzindo as taxas de câmbio.


O Forex, ou Foreign Exchange Market (Mercado de Câmbio Estrangeiro), é o mercado financeiro mais lucrativo do mundo. Todos os dias, mais de US$ 1 trilhão em moeda trocam de mãos.

Os países que têm economias potencialmente instáveis, em geral, usam um sistema estável. Os países em desenvolvimento podem usar esse sistema para evitar que a inflação fuja do controle. Entretanto, o sistema pode sair pela culatra se o valor do mercado do mundo real da moeda não for refletido pela taxa estável. Nesse caso, pode surgir um mercado negro, onde a moeda será comercializada no seu valor de mercado, sem considerar a estabilidade do governo, como aconteceu em várias ocasiões no Brasil. As pessoas que iam viajar, por exemplo, compravam parte do dólar pela taxa do governo (chamado aqui de dólar turismo) e outra parte pelo câmbio negro, para completar os gastos.

Quando as pessoas percebem que sua moeda não vale tanto quanto a taxa estável indica, elas podem correr para trocar seu dinheiro por outras moedas mais estáveis.  Essa poupança pode acarretar um desastre econômico, já que a inundação repentina de uma moeda nos mercados mundiais faz com que a taxa de câmbio fique muito baixa. Portanto, se um país não cuidar muito bem da sua taxa estável, poderá ter uma moeda desvalorizada. O dólar no Brasil foi, nos tempos de recessão e hiperinflação, uma forma concreta de poupança.