Como muitas tendências de negócios, a terceirização tem suas raízes nos fundamentos econômicos simples. Em alguns casos, o custo é simplesmente menor, em tempo e dinheiro, para uma empresa contratar alguém para fazer um trabalho ao invés de fazê-lo sozinha.
No caso da fictícia Smith & Co. Manufacturing, para a empresa contratar uma nova linha de engenheiros e equipá-los, ela gastaria recursos consideráveis planejando o empreendimento.
As empresas teriam que responder essas perguntas antes de contratar, treinar, abrigar e equipar os engenheiros. E uma vez contratados, os engenheiros devem ser pagos. Benefícios como convênio médico e contribuições de aposentadoria custam geralmente de 30 a 40% do salário de um indivíduo. Se o empreendimento entrar em colapso, o seguro-desemprego da empresa também é afetado.

Juntar tudo isso leva tempo, e como diz o velho ditado: "tempo é dinheiro". Usando essa abordagem, a Smith & Co. teria de estar certa de que um investimento tão grande valeria a pena durante os vários anos que o justificariam. Em muitos casos, as empresas preferem ser menos aventureiras com os seus capitais.
Por outro lado, se a Smith & Co. conseguir encontrar uma empresa de engenharia com o conhecimento que o seu novo produto requer, ela pode poupar tempo, dinheiro, riscos e recursos. O novo produto pode ser lançado mais rapidamente e mais barato, significando mais lucros para a empresa e seus acionistas.
A Smith & Co. é um exemplo de como a terceirização possui um impacto favorável sobre uma empresa e seus funcionários. Entretanto, a prática é criticada quando os funcionários de uma empresa perdem seus empregos quando ela escolhe terceirizá-los. Serviços terceirizados em empresas localizadas no exterior são normalmente destacados por condenação particular, trabalhadores insatisfeitos com as empresas e debate político iminente sobre os regulamentos de tais empreendimentos.
Alguns críticos afirmam que a terceirização no exterior resulta em desemprego para os norte-americanos. Entretanet, também existem muitos exemplos de terceirizações no exterior que estão salvando empregos domésticos. Um artigo da BusinessWeek (em inglês) de janeiro de 2006 detalhou uma empresa de impressão e embalagens do meio-oeste que fez uma parceria com uma firma de engenharia da Índia na tentativa de aumentar a eficiência e competitividade e manter o local de produção nos Estados Unidos.
De acordo com a The Heritage Foundation (em inglês), uma organização conservadora, as previsões mais diretas estimam que 3,3 milhões de empregos de serviço serão terceirizados para um país estrangeiro até 2015. Todavia, na década passada, os americanos perderam 7,71 milhões de empregos em cada trimestre. Sendo assim, a terceirização soma uma pequena fração dos empregos perdidos nos Estados Unidos. O grupo também publicou que estudos mostram países com políticas que incentivam a liberdade econômica fortemente correlacionada com uma alta produção per capita. A própria natureza da terceirização, a de conseguir mais rendimento do que quantidade de produção, leva a um maior padrão de vida e a um maior crescimento econômico.
O grupo publicou também que as empresas dos outros países também estão terceirizando nos Estados Unidos. A Organization for International Investment (em inglês) reporta que o número de serviços enviados aos Estados Unidos cresceu em 82% enquanto que o número de serviços que os Estados Unidos terceirizaram no exterior aumentou em apenas 23%. Os serviços que vão para os Estados Unidos geralmente pagam mais do que os enviados ao exterior, relatou o grupo.
Então, quando é sensato terceirizar localmente ou exteriormente? Veja a próxima página para descobrir.