Outras trapaças e como evitá-las

Golpe da reforma na casa
Normalmente um vigarista que esteja tentando dar este golpe, vai abordar o proprietário da casa contando uma história parecida com esta:
"Estávamos trabalhando um pouco mais abaixo nesta rua e eu observei que você precisa de um telhado novo. Temos alguns materiais que sobraram desse outro trabalho e vamos ter de devolvê-los para o fornecedor de qualquer forma. Eu posso usar essas sobras para fazer um teto novo por um preço bem bom."

Uma vez que o falso construtor estiver com o dinheiro em mãos, vai desaparecer e não haverá nenhum telhado novo. Alguns vigaristas são empreiteiros de verdade, mas dão golpes como parte de seus negócios. Eles podem até fazer metade do telhado e pedir mais dinheiro. Quando uma pessoa tem um telhado pela metade em sua casa, ela não está em posição favorável para discutir. O construtor realmente pode concluir o trabalho, mas fazendo um serviço malfeito ou usando materiais de segunda mão. Pior ainda, pode ter uma cláusula no contrato que permita que ele penhore a casa e a execute através de hipoteca se o dono não pagar. Se você se recusar a pagar pelo trabalho malfeito, pode acabar perdendo a casa.

Uma casa com um telhado pela metade

Golpes de reforma da casa às vezes envolvem comissões para outros vigaristas. Um empreiteiro aborda o proprietário de uma casa oferecendo-se para trabalhar e o direciona para uma pessoa específica, que ajudará a financiar o dinheiro necessário para o trabalho. Esse "amigo" deve cobrar uma enorme taxa sobre o empréstimo do proprietário, enviando parte ao empreiteiro. Em outros golpes, uma "inspetora de casas" aparece dizendo representar a secretaria municipal de obras. Ela pode até ter uma identificação que pareça real. Essa inspetora vai encontrar vários problemas que violam o código e que resultariam em multas pesadíssimas. Como alternativa, ela direciona o proprietário a um amigo que pode fazer o trabalho por um bom preço. Normalmente não é um bom preço e o trabalho também nunca é bom: materiais baratos, mão-de-obra desqualificada e reformas desnecessárias são as marcas desses "especialistas em reformas de casa".

Trapaças em empréstimos
Hipotecas, refinanciamento de crédito e outros grandes empréstimos são um mercado maior para os vigaristas. Atualmente, algumas empresas oferecem serviços de "remoção de débito". Por um alto valor, eles vão fornecer um certificado que invalida sua hipoteca ou outro débito, significando que você não tem mais de pagar por eles, mas o documento fornecido não tem valor: não há escapatórias legais que permitam que você se livre de uma dívida sem pagá-la.

Banqueiros vigaristas podem pular a página em um contrato de empréstimo que diz que agora a casa pertence ao banco. As pilhas de papéis que o proprietário da casa tem que assinar são de confundir a cabeça, e a pessoa pode não perceber as letras pequenas. Algumas pessoas acabam dando suas casas a troco de nada.

Golpes de refinanciamento de hipoteca acontecem na mesma proporção. Esses vigaristas roubam pessoas que já estão com problemas financeiros. A vítima normalmente está tendo problemas em pagar sua hipoteca, aí o banqueiro vigarista percebe que ela tem uma eqüidade na casa, muitas dívidas e não tem renda o suficiente. Um empréstimo é oferecido, mesmo sendo óbvio que a vítima nunca irá pagá-lo. Tudo bem para o vigarista: ele não quer os pagamentos, quer uma execução hipotecária fácil.

Como evitar uma trapaça
Às vezes parece que o mundo está cheio de gente querendo colocar as mãos no seu dinheiro, mas é preciso lembrar de algumas coisas que farão com que você resista à maioria das trapaças:

  • ninguém nunca ganhea algo a troco de nada - há um velho ditado que diz: "não se engana um homem honesto". A maioria das trapaças baseia-se na ambição da própria vítima. Os vigaristas sabem que as pessoas normalmente deixam de ser cuidadosas quando começam a ver sinais de dinheiro e negociações que parecem boas demais para ser verdade - e normalmente não são;
  • proteja suas informações pessoais - principalmente o seu número de cartão de crédito e de contas bancárias. Temos de usar esses números em muitas das nossas transações diárias, mas se alguém solicitar uma dessas informações, tenha certeza absoluta de que essa pessoa é alguém de confiança ou trabalha em uma empresa respeitável;
  • não aceite pedidos - se você receber uma ligação a respeito de uma oportunidade de investimento ou se alguém bater na sua porta oferecendo reformar a sua casa, desligue o telefone e feche a porta. Embora existam empresas legais que vão de porta em porta ou que façam ligações para encontrar clientes, elas são poucas;
  • preste atenção nos sinais - os vigaristas normalmente desistem se você fizer muitas perguntas. Peça um documento por escrito da oferta, um endereço real e não uma caixa postal, a carteira de motorista e tome nota das informações contidas nela. Anote os números da placa do carro e certifique-se de que o vigarista veja que você está fazendo isso. Se for uma oferta legítima, ele não irá se importar. Diga a ele que você precisa pensar sobre o negócio por alguns dias antes de tomar a decisão. Um vigarista normalmente irá pressioná-lo a tomar uma decisão na hora, usando táticas de vendas como dizer que a oferta não irá durar. Eles podem ficar nervosos quando você pedir algo por escrito e normalmente irão se recusar a fornecê-lo. Quando uma oferta é legítima, a pessoa geralmente ainda estará por perto na semana seguinte.

 

Se você foi trapaceado
Mesmo a pessoa mais esperta pode cair em uma trapaça. Se você foi vítima, o que deve fazer?

Os vigaristas contam com o fato de que suas vítimas vão se sentir bobas e com medo de denunciar o golpe, mas se você permanecer em silêncio sobre o que aconteceu, irá permitir que o vigarista continue roubando outras pessoas. Anote todos os detalhes o mais rápido possível, enquanto estiverem frescos na sua memória. Reúna qualquer evidência documentada que você possa ter, o que inclui recibos, contratos ou até gravações de telefonemas.

Agora é hora de entrar em contato com as autoridades. Você pode ter de pesquisar um pouco para encontrar a agência certa ou alguém que queira ajudá-lo. O departamento de polícia local talvez tenha uma divisão especial designada para casos de fraude. Além disso, entre em contato com um advogado. Procure o Fundação de Proteção e Defesa ao Consumidor (Procon) e veja se há outras reclamações sobre esta mesma pessoa ou empresa: isso poderá ajudar você e a polícia a pegá-lo. A Polícia de onde você mora também tem que ser informada sobre isso. Se você realmente chegar a um "beco sem saída", tente as emissoras de notícias das TVs locais. Muitas delas têm segmentos onde um repórter rastreia um vigarista e exige respostas e os vigaristas detestam holofotes.

No Brasil, a pena por crime de estelionato é de seis meses a seis anos, mais multa. 

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