![]() Imagem 2006 Walmartfacts.com Às vezes, o Wal-Mart altera o padrão do projeto da loja para se adequar à comunidade, como fez com esta loja de desconto em Baldwin Park, CA |
Há sempre aquele comentário gozador de que um novo Wal-Mart na cidade significa ruína para farmácias, mercados, lojas de artigos esportivos locais, etc. O economista Emek Basker, Ph.D., tentou quantificar o impacto. Seu estudo descobriu que em uma região específica dos Estados Unidos, quando um Wal-Mart abre, três outros varejistas fecham dentro de dois anos e qautro fecham dentro de cinco anos. Enquanto o Wal-Mart pode empregar 300 pessoas, outras 250 pessoas que trabalham no varejo perdem seus empregos dentro de cinco anos naquele país.
Os fornecedores também sofrem um grande impacto com o Wal-Mart. Gary Gereffi, professor da Duke University que estuda as cadeias de fornecimento global, falou sobre isso em uma entrevista para a PBS: (em inglês)
O Wal-Mart tem decisões de vida ou morte sobre (quase) todas as indústrias de bens de consumo que existem nos Estados Unidos, porque é o número 1 dos fornecedores varejistas da maioria dos nossos bens de consumo - não apenas roupas, calçados, brinquedos, mas eletrodomésticos, produtos eletrônicos, produtos esportivos, bicicletas e gêneros alimentícios.
![]() Imagem 2006 Walmartfacts.com Um centro de distribuição Wal-Mart |
Então qual é a posição do Wal-Mart quanto à terceirização? Você pode ter ouvido que o Wal-Mart manda as empresas para fora do país, mas lembre-se também de que o Wal-Mart uma vez fez uma campanha "Compra América". Veja como a discrepância se resolve.
Em 1985, Walton lançou o programa "Bring it Home to the USA" ("traga aos Estados Unidos"), oferecendo pagar aos fornecedores 5% mais pelos produtos feitos nos Estados Unidos. Entretanto, esta filosofia ficou esquecida nos anos 90, enquanto o Wal-Mart se juntava a outros varejistas na tentativa de encontrar as fontes mais baratas de produção ao redor do mundo. Em 1995, o Wal-Mart disse que 6% do total de suas mercadorias eram importadas. Uma década depois, os peritos estimavam que o Wal-Mart importava cerca de 60% de suas mercadorias.
O impacto do Wal-Mart se estendeu para além de apenas pequenos fornecedores. Afetou até mesmo empresas grandes e estabelecidas como a Coca-Cola e a Pepsico. Sob um pedido do Wal-Mart, a Coca-Cola e suas grandes engarrafadoras anunciaram que estavam mudando o modo como entregavam o PowerAde nos Estados Unidos, alterando o método de distribuição básico para as bebidas que aconteciam por mais de um século. Agora a Coca-Cola também permite que o Wal-Mart entre no processo de pesquisa e desenvolvimento. Em 2005, a Coca-Cola planejou lançar uma nova Coca Diet chamada Coke Zero. A pedido do Wal-Mart, o nome foi mudado para "Diet Coke com Splenda" e foi lançado um novo produto separado chamado Coke Zero. Este tipo de envolvimento de varejista não era ouvido na Coca-Cola há uma década. A Pepsi também apareceu com uma linha de bebidas diet, chamada Slice One, para inicialmente ser vendida com exclusividade no Wal-Mart.
A controvérsia
O Wal-Mart é uma força polarizadora. As controvérsias envolveram uma grande variedade de tópicos, desde vendas de armas no Wal-Mart até as políticas ambientais da empresa, o tipo de plano de saúde que era oferecido para os funcionários e a terceirização de trabalhos. Nesta seção, vamos explorar duas das maiores áreas de controvérsias: as práticas trabalhistas da empresa e o impacto do Wal-Mart na economia americana.
O Wal-Mart enfrentou muitos problemas trabalhistas. É um lado negro da sua cultura de economia. No final de 2005, a empresa enfrentou dezenas de processos nos Estados Unidos porque não teria pago hora extra aos funcionários. O Wal-Mart também foi acusado de discriminar funcionários, impedir seus esforços de formar sindicato e não fornecer um plano de saúde decente.
![]() Imagem 2006 Walmartfacts.com Embaixador Andrew Young com Lawrence Jackson, vice-presidente executivo da divisão de recursos humanos do Wal-Mart, Lee Scott, presidente e CEO das Lojas Wal-Mart, Inc. |
Nem todos falam mal do Wal-Mart. Andrew Young, ex-embaixador das Nações Unidas e ex-prefeito de Atlanta, lidera um grupo apoiado pelo Wal-Mart para divulgar uma mensagem positiva sobre a empresa. "Você precisa olhar para quem reclama sobre o Wal-Mart", Young disse ao USA Today em março de 2006. "Se não são as 100 milhões de pessoas que compram lá todas as semanas e não são as 8 mil pessoas competindo por 500 vagas de emprego [na nova loja de Atlanta], quem são? Elas estão reclamando porque estão erradas e não entendem que terminar com a pobreza significa gerar riqueza e não apenas lutar para redistribuir a riqueza existente".
Há debates calorosos sobre se o Wal-Mart é bom para a economia americana e economistas respeitados e bem embasados se dividem entre os prós e contras. Alguns dizem que é bom porque a empresa mantém os preços baixos, tanto nas lojas como em outros varejistas. Outros argumentam que o Wal-Mart é ruim para a economia porque leva os varejistas concorrentes a saírem do negócio e força os fabricantes a se mudarem para outros países para manter as despesas baixas.
![]() A renda anual do Wal-Mart não mostra nenhum sinal de desaceleração |
Os críticos dizem que o Wal-Mart pode apenas empurrar os preços para baixo e que a empresa já pode ter chegado ao limite. Eles também dizem que o país está saturado com lojas do Wal-Mart. 90% da população dos Estados Unidos já vive dentro de um raio de 24 km do Wal-Mart, de acordo com Charles Fishman.
Também, o crescimento do Wal-Mart nas vendas de mesma-loja desacelerou nos últimos anos. As vendas de mesma-loja, uma medida chave na indústria de varejo, mede as vendas do ano atual contra o ano anterior nas lojas abertas há pelo menos 1 ano.
A Target, embora muito menor, está atualmente aumentando suas vendas na mesma-loja mais do que o Wal-Mart. A Target não é apenas concorrente no preço - pelo contrário, ela vende estilo por um bom preço. As vendas mesma-loja do Wal-Mart cresceram, em média, 3,6% ao mês no ano fiscal de 2005, comparado com os 5,8% de lucro da Target, de acordo com os Conselhos Internacionais dos Centros Comerciais (em inglês) (como relatado no New York Times).
![]() Imagem 2006 Walmartfacts.com Supercentro Wal-Mart na China |
Alguns peritos discordam que o Wal-Mart tenha chegado ao ponto máximo, argumentando que o Wal-Mart pode sempre entrar em novos segmentos de varejo. Além do mais, ele não vendia inicialmente gêneros alimentícios e agora esta é a grande parte do negócio da empresa. O Wal-Mart também tem muita oportunidade de crescimento no mercado internacional.
Para mais informações sobre o Wal-Mart e assuntos relacionados, verifique os links na próxima página.
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