Crescimento constante
O Pólo Industrial de Manaus (PIM) possui uma nítida evolução em seu faturamento ao longo de sua existência. Entre as crises dos anos 1990, o PIM apresentou significativa resistência com as empresas instaladas em Manaus, reinventando seus processos de tal maneira que se tornaram excelentes competidoras até em nível internacional.
O gráfico abaixo mostra a evolução do faturamento do PIM no período de 1998 a 2006 em dólares (US$), que permite notar o bom desempenho do PIM a partir de 2002.
Um fator muito importante reside no
valor agregado pelas empresas do PIM que apresenta patamares
entre 40% a 60%, com média de 52%, ao longo do período de 1998 a 2006, conforme pode ser observado no gráfico abaixo. Esse é dado que derruba definitivamente o mito de que o PIM é um enclave econômico, pois fica provado a elevada participação das empresas na agregação local de valor aos insumos industrializados em Manaus.
Outro fator que reforça a importância do PIM na economia brasileira é sua expressiva participação na formação do
Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, pois sem esse instrumento do Estado Brasileiro a maioria das atividades econômicas amazonenses seria inviável. A partir de 2002, a parcela de sua contribuição é responsável por mais de 50% do PIB amazonense, conforme pode ser visto nos dados.
| PIB em US$ milhões do Pólo Industrial de Manaus e do Estado do Amazonas (2000-2003) |
| Ano |
PIB-PIM (1) |
PIB-Amazonas(2) |
(3)=(2)/(1)% |
| 2000 |
5.150 |
10.312 |
49,9 |
| 2001 |
4.401 |
8.822 |
49,9 |
| 2002 |
4.305 |
8.568 |
50,2 |
| 2003 |
4.668 |
9.119 |
51,1 |
| Fonte: IBGE/Suframa |
Vale observar que o PIM apresenta cadeias integradas de agregação de valor com alto padrão de tecnologia e qualidade, mesmo se comparados a padrões internacionais. É o caso do cluster metal-mecânico de veículos de duas rodas que se consolidou em Manaus nas ultimas décadas. Congregando empresas montadoras (Honda e Yamaha são as mais importantes) e uma série de empresas fornecedoras de bens intermediários (partes, peças assessórios) com alto índice de verticalização, esse cluster tecnológico produz, somente na Honda, uma
motocicleta a cada 20 segundos com uma operação industrial de enorme eficiência se comparada à Honda do Japão, por exemplo, que produz uma motocicleta a cada 46 segundos.
A produtividade acima das médias obtidas em suas matrizes não é só um privilégio das produtos de motocicletas. Em alguns casos, há operações fabris figurando como benchmarking em âmbito mundial em seus segmentos industriais como a Essilor, produtora de lentes oftálmicas e a Nokia, produtora de aparelhos celulares. Abaixo, é possível verificar outros sucessos de produtividade do Pólo Industrial de Manaus.
| Produtividade da mão-de-obra |
| Produtos |
Produtividade em turno de 8 horas |
| PIM |
Benchmar K |
| Lentes acabadas |
1.600 |
800 |
| Lentes semi-acabadas |
1.100 |
600 |
| Televisor |
45 |
40 |
| Telefone celular |
42 |
40 |
| Fonte: Suframa |